Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

O caminho certo

· O Papa Francisco celebrou a missa para um grupo de parlamentares e membros do Governo italiano ·

O Papa Francisco celebrou a missa para um numeroso grupo de parlamentares e membros do Governo italiano. E ao comentar as leituras da liturgia, propôs uma reflexão sobre uma classe gerencial, que se afastou do povo, fechada no próprio grupo, no próprio partido, tão comprometida nas lutas intestinas a ponto de não conseguir ouvir mais a voz de Deus por causa do coração endurecido. Assim os membros de uma classe gerencial como esta «de pecadores tornaram-se corruptos».

Foi a história da infidelidade do povo de Deus a que o Pontífice comentou no altar da cátedra da basílica do Vaticano, na manhã de quinta-feira, 27 de Março. «O Senhor, queixa-se. Reclama – disse o Santo Padre – pelo facto de não ser ouvido ao longo da história. É sempre a mesma coisa: “Ouvi a minha voz... Eu serei o vosso Deus... Serás feliz...” Mas eles “não ouviram nem prestaram atenção à minha palavra, aliás: procederam obstinadamente conforme o seu coração maligno. Em vez de recorrer a mim, voltaram-me as costas”» (Ger 7, 23-24). E em seguida justificaram-se por não ter ouvido a chamada do Senhor. De resto, «não podiam ouvi-la: viviam muito fechados, distantes do povo» observou o Papa.

Mas «Jesus olha para o povo – explicou o Pontífice – e comove-se, porque o vê como “rebanho sem pastor”, assim diz o Evangelho. E vai procurar os pobres, os doentes, as viúvas, os leprosos, todos, para os curar. E fala com eles com uma palavra que provoca admiração no povo». E eis outra diferença com a classe gerencial que se afasta do povo: ele «fala de forma diferente». E é por esta razão que «incomoda» e deve ser assassinado.

«Eles – afirmou claramente o Papa Francisco – erraram». E explica porquê. Interessando-se só das próprias coisas, aquela «classe gerencial» afastou-se do povo, «abandonou a grei». E pecaram.

Certamente «todos somos pecadores, todos. Todos nós que estamos aqui – admite o bispo de Roma – somos pecadores. Mas eles eram mais do que pecadores: o coração destas pessoas, deste pequeno grupo, com o passar do tempo endureceu-se a tal ponto que era impossível ouvir a voz do Senhor. E como pecadores, deslizaram, tornaram-se corruptos. É tão difícil que um corrupto consiga voltar atrás. O pecador sim, porque o Senhor é misericordioso e nos espera a todos. Mas o corrupto está concentrado nas suas coisas, e estes eram corruptos».

Há só um caminho a seguir para não correr o risco de deslizar: a «dialéctica da liberdade» e não a «lógica da necessidade». Na «dialéctica da liberdade – especifica o Pontífice – há o Senhor bom, que nos ama, nos ama tanto! Ao contrário, na lógica da necessidade não há lugar para ele: é preciso fazer, é necessário... Tornaram-se comportamentais. Homens com boas maneiras, mas com maus hábitos. Jesus chama-lhes «sepulcros caiados de branco». Esta é a dor do Senhor, a dor de Deus, a lamentação de Deus». E concluiu convidando a viver o período quaresmal como ocasião propícia para se encaminhar pela senda de Deus.

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

18 de Agosto de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS