Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

O anjo Esmeralda

· O conto ·

Contra a pobreza e a degradação do South Bronx há alguns frades, a gang de writer chefiada por Ismael Muñoz e duas freiras, a jovem e pragmática Grace e Edgar, idosa e irascível. Esta última, protagonista do conto O anjo Esmeralda que Don De Lillo escreveu em 1994, tem dificuldade de entender e de se fazer entender pelas irmãs mais jovens e pelo mundo ao seu redor, um mundo tão sem confiança que pensa que não merece ajuda alguma. Neste percurso de esperança e de desespero, entre amor e medo, pobreza e calor, a irmã Edgar depara-se – também ela como todo o bairro – com a aparição fantasmagórica, num enorme cartaz publicitário, do rosto de uma menina sem tecto, estuprada e assassinada. «Esmeralda Lopez, 12 anos, asunta in cielo», como escrevem (com um erro de ortografia) os grafiteiros autores daquele anjo vestido com um suéter, calções rosa e um par de Air Jordan brancos nos pés. A multidão acorre e «a notícia torna-se tão forte que não precisa nem da televisão nem dos jornais», narra o escritor norte-americano, esboçando o impacto daquele que talvez seja um autêntico milagre, ou talvez uma simples e humaníssima necessidade de consolação. A irmã Edgar é uma mulher a caminho; Don de Lillo não a entende, mas é capaz de a intuir. (@GiuliGaleotti)

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

25 de Agosto de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS