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Nunca mais violência

· Com os jovens detidos a recordação das vítimas do massacre de Candelária ·

«Candelária nunca mais... Nenhuma violência, só amor». A triste recordação das jovens vítimas de uma das páginas mais tristes da história recente do Brasil entrou plenamente na JMJ do Rio de Janeiro. O brado de dor repetido várias vezes pelo Papa Francisco durante o encontro, na manhã de sexta-feira, com oito detidos menores quis, de qualquer forma, ser um tributo às jovens vidas bruscamente interrompidas na noite do dia 23 de Junho de 1993, precisamente há vinte anos, em pleno centro da cidade durante uma acção da polícia perto da Igreja da Candelária, onde um grupo de mais de sessenta jovens, que vagabundavam pelas ruas vivendo de expedientes, se reencontravam para dormir juntos.  Foi um dos momentos mais comovedores desta edição da Jornada  mundial da juventude.

Sentados em círculo com os oito jovens e o Papa estava o arcebispo do Rio, D. Tempesta, o arcebispo emérito, cardeal Scheid, um sacerdote e um leigo encarregados da pastoral do cárcere, e um juiz de menores, que agradeceu à Igreja pelo seu compromisso nos cárceres e anunciou que na próxima semana está previsto por alguns dos presentes uma medida de clemência. Os detidos mostraram ao Papa um grande rosário de esferovite; na cruz estava escrito «Candelária, nunca mais». Nas contas do rosário, esféras brancas, os nomes dos oito jovens vítimas. Profundamente entristecido o Papa reiterou várias vezes, misturando português e espanhol, «Candelária nunca mais... nada violencia, solo amor», confiando às orações todos os que sofrem devido à violência.

«Mirar para o futuro», olhar para o amanhã, acrescentou ainda, focalizando a sua atenção privilegiada sobre este tema, porque uma JMJ não deve esquecer os jovens detidos, aliás deve valorizar a sua presença, porque eles fazem efectivamente parte dela.

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18 de Janeiro de 2020

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