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Nunca mais sofrimento para as crianças

· Em Cassano all'Ionio a recordação do pequeno Cocó Campolongo assassinado com apenas três anos ·

«Nunca mais uma criança deva suportar sofrimento semelhante». As primeiras palavras do Papa em Cassano all'Ionio foram para recordar o pequeno Cocó Campolongo, queimado vivo com apenas três anos em Janeiro passado juntamente com outros dois familiares. Palavras que Francisco sussurrou ao pai de Cocó, com o qual se encontrou juntamente e as duas avós, na prisão de Castrovillari, primeira etapa da viagem à Calábria.

Foi um encontro querido fortemente pelo Pontífice, que desejava manifestar pessoalmente o seu conforto aos familiares. E, encontrando-se com o pai do pequeno Cocó, disse-lhe que transmitisse as suas lembranças também à mãe, ainda impossibilitada de se mover, e de lhe garantir que continua a rezar por aquela vítima inocente e por todos eles.

Assim, o Papa retomou o seu caminho pastoral na Itália, na manhã de sábado, 21 de Junho. Depois de Lampedusa, Cagliari e Assis, foi a Cassano all'Ionio, em terra calabresa, visitar um povo em busca de esperança e de resgate no meio de graves dificuldades sociais e de feridas provocadas pela delinquência organizada. O itinerário do bispo de Roma continua a realizar-se nas periferias da existência humana, onde o sofrimento é habitual.

De resto, Cassano all'Ionio há muito tempo está no coração do Papa Francisco. Ao seu bispo, D. Nunzio Galantino, o Pontífice confiou o cargo de secretário-geral da Conferência episcopal italiana. E aos dramas e às esperanças da cidade calabresa o bispo de Roma dirigiu o seu pensamento precisamente depois do bárbaro assassínio de Cocó. A 26 de Janeiro passado, durante o Angelus dominical, pediu que os fiéis rezassem pelo menino, mas também pelos seus carnífices, «para que – disse – se arrependam e se convertam».

Portanto, não foi por acaso que a visita teve início num lugar simbólico como a prisão de Castrovillari, um centro a poucos quilómetros de Cassano. Saindo do cárcere, o Papa foi de helicóptero para Cassano all'Ionio, onde visitou o hospital San Giuseppe Moscati. Foi um momento que o Papa viveu com grande participação. Comentando um quadro exposto na estrutura, no qual estão representadas duas mãos que se encontram numa carícia, disse: «Eis o que podem fazer as mãos: acariciar. A doença é triste, mas a mão é omnipotente. E a carícia das mãos de Deus chega até à alma».

Depois, ao meio-dia o som distante dos sinos da catedral saudou o Papa, que se apresentou ao encontro com os sacerdotes da diocese, que diariamente partilham a própria vida com os habitantes de Cassano. Sacerdotes prontos a permanecer ao lado dos paroquianos nas dificuldades de cada dia. Em muitas paróquias foram constituídos grupos de apoio também para quantos acabam nas redes perigosas da delinquência, e na maior parte das vezes nas dos usurários. E há quem paga pessoalmente. O último, em ordem de tempo, padre Lazzaro Longobardi, assassinado a 3 de Março passado.

A manhã concluiu-se no seminário maior onde o Papa almoçou circundado por um grupo de pobres assistidos pela Cáritas diocesana e cerca de sessenta pessoas internadas na comunidade de recuperação intitulada a Mauro Rostagno. Entre elas também um ex-delinquente, que quando acabou de cumprir a pena se converteu, tornando-se um dos pontos de referência mais firmes para quantos desejam retomar o próprio lugar na sociedade civil, e um ex-traficante, actualmente entre os mais comprometidos na recuperação dos tóxicodependentes.

Mario Ponzi

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12 de Dezembro de 2018

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