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Nunca mais morte e exploração

· ​Em Ciudad Juárez o Papa denunciou a tragédia humanitária dos migrantes e afirmou que nenhuma fronteira pode impedir-nos de partilhar o amor misericordioso de Deus ·

«Nunca mais morte e exploração! Está-se sempre a tempo para mudar, há sempre uma saída e uma oportunidade, está-se sempre a tempo para implorar a misericórdia do pai». Recordou o Papa Francisco na homilia da última missa celebrada em terra mexicana na quarta-feira, 17 de Fevereiro. «Aqui – evidenciou o Pontífice – em Ciudad Juárez, como noutras regiões de fronteira, concentram-se milhares de migrantes da América Central e de outros países, sem esquecer os muitos mexicanos que também tentam passar para “o outro lado”. Uma passagem, um caminho cheio de injustiças terríveis: escravizados, sequestrados, sujeitos a extorsão, muitos dos nossos irmãos são objeto de comércio do tráfico humano, do tráfico de pessoas... Esta tragédia humana que a migração forçada representa, hoje em dia é um fenómeno global. Esta crise, que se pode medir em números, queremos medi-la com nomes, histórias, famílias. São irmãos e irmãs que partem constrangidos pela pobreza e pela violência, pelo narcotráfico e pelo crime organizado. Diante de tantos vazios legais, estende-se uma rede que captura e destrói sempre o mais pobre. Não só sofrem a pobreza, mas devem também submeter-se a todas estas formas de violência, injustiça que se enraíza nos jovens: eles, como carne de matadouro, são perseguidos e ameaçados quando tentam sair da espiral de violência e do inferno das drogas. E que dizer de tantas mulheres às quais arrancaram injustamente a vida?

Peçamos ao nosso Deus o dom da conversão, o dom das lágrimas; peçamos-lhe para que possamos ter o coração aberto como os Ninivitas ao seu apelo na face sofredora de tantos homens e mulheres».

Homilia do Papa 

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19 de Agosto de 2019

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