Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Numa brisa leve

· Missa em Santa Marta ·

Antes de nos confiar uma missão, o Senhor prepara-nos, pondo-nos à prova com um processo de purificação e discernimento. Foi a história de Elias que sugeriu ao Papa durante a missa celebrada na manhã de sexta-feira, 13 de Junho, a reflexão sobre esta regra fundamental da vida cristã.

«Na primeira leitura – disse o Pontífice, referindo-se ao trecho tirado do primeiro livro dos Reis (19, 9.11-16) – ouvimos a história de Elias: como o Senhor prepara um profeta, como age no seu coração para que esse homem seja fiel à sua palavra e faça o que ele quer».

O profeta Elias «era uma pessoa forte e de grande fé. Repreendeu o povo que adorava a Deus e também aos ídolos: porque se adoravam os ídolos, não adoravam a Deus! E vice-versa! Por isso Elias dizia que o povo coxeava «com os dois pés», não tinha estabilidade e não era firme na fé. Na sua missão «foi corajoso» e, no fim, lançou um desafio aos sacerdotes do Baal, no monte Carmelo, e venceu-os.

A história de Elias «mostra-nos como o Senhor prepara» para a missão. De facto, Elias «entristecido foi ao deserto para morrer e deitou-se esperando a morte. Mas o Senhor chamou-o» e convidou-o a comer um pedaço de pão e a beber, dizendo-lhe: «tu ainda deves caminhar muito». E assim Elias «come, bebe e deita-se de novo para morrer. E o Senhor chama-o mais uma vez: continua! Vai em frente!».

A questão é que Elias «não sabia o que fazer, mas sentiu que devia subir ao monte para encontrar Deus». Teve coragem e foi lá, com a humildade da obediência. Elias subiu ao monte para esperar a mensagem de Deus, a sua revelação: rezava sem saber o que aconteceria.

Lê-se no Antigo Testamento: «Eis que passou o Senhor. Houve um vento impetuoso… mas o Senhor não estava naquele vento». «Depois veio um terremoto, um fogo, mas o Senhor não estava neles». Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma brisa leve. E eis então «Elias percebeu que o Senhor passava... cobriu o rosto com o manto e adorou ao Senhor».

Portanto, Elias «sabe discernir onde se encontra o Senhor e o Senhor prepara-o com o dom do discernimento». Em seguida, confia-lhe a sua missão: «Superaste a prova, experimentaste a depressão e a fome; submeteste-te à prova do discernimento», mas agora – lê-se na Escritura – «dirige os teus passos para o deserto na direcção de Damasco e chegando lá, ungirás Hazael como rei da Síria. Depois ungirás Jeu, filho de Namsí, como rei de Israel e Eliseu».

Era precisamente esta a missão que aguardava Elias, explicou o Papa. «O Senhor prepara a alma, o coração e prepara-o na prova, na obediência e na perseverança».

Assim «é a vida cristã», afirmou o Pontífice. Com efeito, «quando Ele nos quer confiar uma missão, dar-nos um trabalho, prepara-nos para o desempenharmos bem», exactamente «como preparou Elias».

Da vicissitude de Elias nasce um grande ensinamento. Elias «caminha, obedece, sofre, discerne, reza e encontra o Senhor». O Papa Francisco concluiu com a oração: «O Senhor nos conceda a graça de nos deixar preparar todos os dias no caminho da nossa vida, para que possamos testemunhar a salvação de Jesus».

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

21 de Novembro de 2018

NOTÍCIAS RELACIONADAS