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A nossa única esperança

· Do cuidado para com a criação à realização da paz ·

«Realizar a paz significa construir comunidade, e a comunidade começa reconhecendo a dignidade de cada pessoa»: eis quanto afirmou pe. John Chryssavgis, arquidiácono do Patriarcado ecuménico, no relatório apresentado na manhã de sábado 6 de Setembro no mosteiro de Bose, onde se concluiu o Congresso ecuménico internacional de espiritualidade ortodoxa: «Pela paz no mundo inteiro». Esta – escreveu Chrissavgis – é a invocação do diácono no início de cada divina liturgia. E «o mundo inteiro» inclui todos os cantos da criação de Deus, até o último grão de areia.

Como Rei dos céus e da terra, Cristo não vem com violência mas com mansidão. Mateus conforta-nos sobre o facto de que Deus vem para assumir a autoridade sobre a criação, para reorganizar a criação transformando o caos em cosmo, como na primeira Génesis. O judeu comum no primeiro século (e o cristão comum hoje) tinha duas alternativas para responder a Jesus: ou com mansidão ou com violência. E esta resposta reflectia-se sobre o modo em que eles tratavam a terra, pois a terra nunca pode tornar-se um fim em si. Israel destinava um dia por semana ao repouso para recordar isto, para lembrar que adorar a criação, venerar algum falso Deus, é uma forma de idolatria. Contudo, adorar a Deus sem assumir a responsabilidade da terra é uma perigosa e desviante forma de espiritualismo. Todavia, a nossa sociedade promove uma mentalidade que exalta a aquisição de bens materiais. É fácil esquecer que esta terra foi «herdada». Foi recebida, não conquistada. Nunca é nossa para ser possuída, mas só de Deus para oferecer. Portanto, a terra deve ser orientada rumo aos outros para promover o reino de Deus. A mansidão é a maneira abençoada de se relacionar de forma justa com a terra. Caso contrário, a terra torna-se um território de violência, um domínio de divisão, um reino de desconfiança».

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20 de Outubro de 2019

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