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Ninguém é estrangeiro

· O Papa intervindo no congresso sobre os migrantes convida a construir sociedades inclusivas, criativas e respeitosas da dignidade de todos e numa mensagem vídeo recorda que a crise não deve ser um álibi para ignorar o grito dos pobres ·

O Papa Francisco fala aos participantes no Congresso mundial da pastoral dos migrantes mas é como se olhasse nos olhos quem «se encontra entre o desenraizamento e a integração» e procurasse dar um rosto à sede de esperança que atravessa por inúmeros, por vezes trágicos, percursos os países do mundo inteiro. E quando as vidas dos migrantes estão marcadas por situações de desânimo e de marginalização, é precisamente então, disse o Pontífice na audiência de sexta-feira 21 de Novembro, que «a Igreja procura ser lugar de esperança», que levanta a voz em defesa dos direitos da pessoa e oferece assistência a todos. Porque na comunidade cristã «ninguém é estrangeiro e, por conseguinte, cada um merece acolhimento e apoio».

Como já tinha feito na quinta-feira falando na Fao, Francisco não pediu só um olhar compassivo, mas a valorização da dignidade de cada pessoa: «no encontro com os migrantes – frisou – é importante adoptar uma perspectiva integral, capaz de valorizar as potencialidades em vez de ver nelas unicamente um problema para enfrentar e resolver». Fiéis à natureza própria da Igreja, que «é mãe sem limites e sem fronteiras» esforça-se por alimentar a cultura do acolhimento e da solidariedade, os cristãos estão então chamados a ser protagonistas no «desenvolvimento de sociedades inclusivas, criativas e respeitosas da dignidade de todos». Um convite à solidariedade que sobressaiu claramente também da mensagem vídeo enviada pelo Papa Francisco para a abertura, na quinta-feira à tarde em Verona, do Festival da doutrina social. Na «situação de crise social e económica na qual nos encontramos – disse – a grande tentação é deter-se para curar as próprias feridas e encontrar nisto uma desculpa para não ouvir o brado dos pobres e o sofrimento de quem perdeu a dignidade de levar para casa o pão porque perdeu o trabalho».

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17 de Agosto de 2019

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