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Nenhuma retórica sobre a velhice

· A Pontifícia academia para a vida interroga-se sobre os cuidados paliativos ·

O reconhecimento do idoso como pessoa e a compreensão das suas necessidades de cura, à luz da natureza necessitada de cada ser humano: em volta destes dois eixos deve girar qualquer reflexão sobre os desafios da assistência à terceira idade. 

É a convicção que se repete nas intervenções dos estudiosos cientistas e sacerdotes que na sexta-feira 6 de Março se reuniram no Vaticano para o workshop organizado pela Pontifícia academia para a vida, por ocasião da vigésima primeira assembleia geral.

Durante três sessões – duas de manhã e uma à tarde – relatores qualificados confrontaram-se sobre o tema da assistência aos idosos e dos cuidados paliativos, aprofundando as suas perspectivas ético-antropológicas e socioculturais. Segundo o bispo presidente, Ignacio Carrasco de Paula, «só partindo de um olhar que reconhece a pessoa idosa como merecedora de ser amada, é possível falar de cuidados ao idoso, também no termo da vida». Trata-se de um desafio, acrescentou, que se dirige a toda a sociedade: família, instituições, Estado. De resto, «precisamos todos uns dos outros». Sobretudo os idosos, cuja assistência nunca pode ser «limitada a um acto de beneficência, ou pensada como uma concessão por solidariedade ou filantropia». Devido a esta situação, concluiu, «também os cuidados paliativos devem ser reavaliados, e considerados não só como “cura da dor”, mas como manifestação de amor; de facto, o cuidando que se dá outro é restituído a si mesmo».

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17 de Outubro de 2019

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