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Natureza e razão fundamento da justiça

· Os discursos políticos de Bento XVI nas suas viagens apostólicas ·

A 5 de Junho em Roma, na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, tem lugar um dia de estudo sobre o tema «As viagens dos Papas entre diplomacia e comunicação». O arcebispo prefeito da Casa Pontifícia, Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVI, cita na sua intervenção um excerto do discurso pronunciado pelo Papa Ratzinger a 22 de Setembro de 2011 no Bundestag de Berlim: «Na história, os ordenamentos jurídicos foram quase sempre religiosamente motivados: com base numa referência à Divindade, decide-se aquilo que é justo entre os homens. Ao contrário doutras grandes religiões, o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, nunca impôs um ordenamento jurídico derivado duma revelação. Mas apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito; apelou para a harmonia entre razão objectiva e subjectiva, mas uma harmonia que pressupõe que as duas esferas sejam fundadas na Razão criadora de Deus». Nestas palavras, explica Gänswein, encontra-se o coração do pensamento de Bento XVI sobre o contributo que a religião oferece ao debate público e, em particular, à construção do ordenamento jurídico. Eis a originalidade do cristianismo em relação às outras religiões, uma originalidade que com frequência passa inobservada não só aos comentadores leigos, mas também aos próprios cristãos: não a revelação, mas «reconhecendo como fonte jurídica válida para todos a razão e a natureza na sua correlação», afirma mais adiante Bento XVI no mesmo discurso

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26 de Fevereiro de 2020

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