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Nas raízes da unidade

· Angelus do Papa sobre a Semana de oração que terminará na quarta-feira na basílica de São Paulo fora dos Muros ·

Os bons votos aos povos do Extremo Oriente que celebram o novo ano lunar

A busca da unidade exige uma «transformação interior» que abre os crentes à  «vida nova em Cristo», afirmou o Papa durante o Angelus de domingo 22 de Janeiro, na praça de São Pedro, falando sobre a Semana de oração que se concluirá na quarta-feira na basílica de  São Paulo fora dos Muros. Após a oração mariana, o Pontífice dirigiu os bons votos aos povos do Extremo Oriente, que celebram o novo ano lunar.

Prezados irmãos e irmãs

O domingo hodierno celebra-se no meio da Semana de oração pela unidade dos cristãos, que se celebra de 18 a 25 de Janeiro. Convido cordialmente todos a unir-se à oração que Jesus dirigiu ao Pai, na vigília da sua Paixão: «Para que sejam um só, a fim de que o mundo creia» (Jo 17, 21). Este ano, em particular, a nossa meditação na Semana de oração pela unidade faz referência a um  trecho da primeira Carta de são Paulo aos Coríntios, a partir do qual foi formulado o lema: Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo  (cf. 1 Cor 15, 51-58). Somos chamados a contemplar a vitória de Cristo sobre o pecado e a  morte, ou seja a sua Ressurreição, como um acontecimento que transforma radicalmente quantos acreditam nele, abrindo-lhes o acesso a uma vida  incorruptível  e imortal. Reconhecer e acolher a força transformadora da fé em Jesus Cristo sustém os cristãos também na busca da plena unidade entre si.

Este ano, os subsídios para a Semana de oração pela unidade foram preparados por um grupo polaco. Com efeito, a Polónia conheceu uma longa história  de lutas intrépidas contra várias adversidades e, reiteradamente, deu provas de grande determinação, animada pela fé. Por isso, as palavras que formam o  tema acima recordado têm uma ressonância e uma incisividade particulares na Polónia. Ao longo dos séculos, os cristãos polacos intuíram espontaneamente uma dimensão espiritual no seu desejo de liberdade e compreenderam que a verdadeira vitória só pode ser alcançada, se for acompanhada por uma profunda transformação interior. Eles recordam-nos que a nossa busca de unidade pode ser conduzida de maneira realista, se a mudança se verificar antes de tudo em nós mesmos, que  Deus aja em nós, se nos deixarmos transformar à imagem de Cristo e se entrarmos na vida nova em Cristo, que é a verdadeira vitória. A unidade visível de todos os cristãos é  sempre obra que vem do alto, de Deus, obra que exige a humildade de reconhecer a nossa debilidade e de acolher o dom. No entanto, para usar uma expressão que o Beato Papa João Paulo  ii repetia com frequência, cada dádiva torna-se também compromisso. Portanto, a unidade que vem de Deus exige o nosso compromisso quotidiano de nos abrirmos uns aos outros na caridade.

Desde há muitas décadas, a Semana de oração pela unidade dos cristãos constitui um elemento central na actividade ecuménica da Igreja. O tempo que dedicaremos à oração pela plena comunhão dos discípulos de Cristo permitir-nos-á compreender mais profundamente como seremos transformados pela sua vitória, pelo poder da sua Ressurreição. Na próxima quarta-feira, segundo a tradição, concluiremos a Semana de oração com a solene celebração das Vésperas da Festa da Conversão de São Paulo, na Basílica de São Paulo fora dos Muros, na qual estarão presentes também os representantes das outras Igrejas e Comunidades cristãs. Espero-vos numerosos nesse encontro litúrgico, para renovarmos juntos a nossa oração ao Senhor, fonte da unidade. Encomendemo-la desde já, com confiança filial, à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja.

No final do Angelus o Papa saudou os vários grupos de fiéis, proferindo antes estas palavras.

Nestes dias, vários países do Extremo Oriente celebram com alegria o ano novo lunar. Na presente situação mundial de crise  económico-social, faço votos a todos aqueles povos, para que o ano novo seja  concretamente marcado pela justiça e pela paz, dê alívio a quantos sofrem, e que especialmente os jovens, com o seu entusiasmo e o seu impulso  ideal, possa oferecer uma nova esperança ao mundo.

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Praça De São Pedro

20 de Agosto de 2019

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