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Nas grandes cidades mais anjos que demónios

· Balanço do congresso internacional de pastoral nas regiões metropolitanas realizado em Barcelona ·

No início da primeira fase do Congresso internacional de pastoral nas regiões metropolitanas, que teve lugar de 20 a 22 de Maio, eu disse que naqueles dias Barcelona se tornaria a capital mundial da pastoral nas grandes cidades. Disse ainda algo que desejava ardentemente: «A meu ver, o nosso Congresso põe em prática o programa que o Papa Francisco nos propõe na sua exortação apostólica Evangelii gaudium

A tarefa da Igreja nas grandes cidades — como em toda a parte onde está presente — é clara: evangelizar porque o Evangelho, além de ser capaz de proporcionar um encontro com Cristo, pode restaurar a dignidade humana e o tecido social». A conferência de Manuel Castells ditou o tom das três jornadas: realismo e confiança, com um bonito título: «Anjos e demónios das grandes cidades». Castells foi muito realista ao falar de «demónios como o desemprego, a poluição ambiental, a pobreza até à miséria, a falta de alojamentos e transportes, a desintegração do tecido social, a desconfiança em relação ao próximo e à sociedade em geral, o individualismo, a frustração diante dos convites ao consumismo, à violência e ao medo. Uma sociedade que cresce amedrontada interrompe os relacionamentos humanos». Contudo, nas grandes regiões metropolitanas modernas há também anjos: um deles é a família, o outro é a religião – fenómeno crescente no mundo secularizado – que oferece refúgio, consolação e tutela. Mas existem países, como o Brasil e a Espanha, onde o número de católicos diminui. Como devemos reagir? A partir de una perspectiva sociológica, Manuel Castells despertou-nos vigorosamente, dizendo: «Levai em frente o programa do Papa Francisco. Lede o seu discurso aos bispos brasileiros e, se for necessário, permanecei dispostos ao martírio, como fez o bispo Oscar Romero».

Lluís Martínez Sistach

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8 de Dezembro de 2019

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