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Não às violências do terrorismo fundamentalista

· ​O Papa voltou a denunciar o drama dos cristãos no Médio Oriente ·

Outra condenação da guerra e das «violências insensatas perpetradas pelo terrorismo fundamentalista» foi expressa pelo Papa durante a audiência os participantes na nonagésima sessão plenária da Reunião das obras de ajuda às Igrejas orientais (Roaco), recebidos em audiência na manhã de 22 de junho, na Sala Clementina.

Referindo-se aos «eventos dramáticos» que no decurso das décadas marcaram a vida das Igrejas orientais, o Pontífice denunciou em particular o drama dos cristãos na Síria, Iraque e Egito, vítimas dos conflitos armados e da violência terrorista. «Todas essas vicissitudes – afirmou – fez com que atravessássemos a experiência da cruz de Jesus»: que é «causa de tormento e sofrimento, mas ao mesmo tempo fonte de salvação». De facto, reiterou repetindo as palavras pronunciadas no dia seguinte à sua eleição, «se caminharmos sem a cruz, se edificarmos sem a cruz e se confessarmos um Cristo sem cruz, não somos discípulos do Senhor».

No seu discurso o Papa tratou também alguns dos temas da assembleia. Falando da formação dos seminaristas e dos sacerdotes, evidenciou a «escolha de radicalidade expressa por muitos deles» e a «heroicidade do testemunho de dedicação ao lado das suas comunidades muitas vezes bastante provadas». Mas frisou também a tentação de buscar um «status social» ou um «papel de guia segundo critérios de afirmação humana ou segundo esquemas da cultura e do ambiente». Para evitar este risco, recomendou «alimentar sempre o estilo de proximidade evangélica» e não perder a capacidade de se sentir «pedras vivas estreitadas a Cristo, que é a pedra angular».

Por fim, ao recordar que «no Oriente, também nos nossos dias, os cristãos — não importa se católicos, ortodoxos ou protestantes — derramam o seu sangue como selo do seu testemunho», o Pontífice falou da situação dos fiéis orientais «obrigados a emigrar», fazendo votos para que «possam ser acolhidos nos lugares onde chegarem, continuando a viver segundo a tradição eclesial própria».

Discurso do Papa 

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23 de Novembro de 2017

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