Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Não se converte a não ser aquele que se ama

· Como via o Papa João XXIII a relação entre a Igreja e os artistas ·

Por ocasião do centenário do nascimento de Aligi Sassu e do cinquentenário do Concílio Vaticano II, a Fundação Crocevia Alfredo e Teresita Paglione editou a publicação do volume Il Concilio Vaticano II di Aligi Sassu (Milano, 2012). O livro será apresentado em  antestreia no encontro que terá lugar nos dias 14 e 15 de Setembro em Fara San Martino e a 26 de Setembro em Chieti (Itália).  Antecipamos, do volume, alguns excertos do texto escrito pelo bispo titular de Mesembria, que foi secretário particular do Papa João XXIII.

«Certamente, para converter o mundo é necessário multiplicar os nossos missionários. Mas nós, em primeiro lugar,  devemos reconsiderar, com toda a nossa humildade, a nossa Religião. Afirmei-o de propósito, para indicar aquilo que, actualmente, me parece essencial a fim de dirigir para o Cristianismo todas as forças incertas que surgem: que o Cristianismo aceite finalmente sem hesitações as novas dimensões (espaciais, temporais, psicológicas) do Mundo que nos rodeia. Não se converte a não ser aquele que se ama. Se o cristão não estiver em simpatia total com o mundo nascente, se não sentir as aspirações e as angústias do mundo moderno, se não deixar crescer no seu ser o sentido do humano, se nunca realizar a síntese libertadora entre terra e céu a partir da qual pode nascer a manifestação última do Cristo universal». Escreve desta forma Pierre Teilhard de Chardin em 1936.

Vinte e três anos mais tarde este apelo sincero, a palavra franca  e o exemplo persuasivo de João XXIII, bispo de Roma, convenceram muitos a pensar em grande e a olhar para o alto e para longe; a não ter medo de nada e de ninguém e a não se abandonar ao catastrofismo.  «O homem enviado por Deus», a 11 de Outubro de 1962, na porta do concílio Vaticano II  proclamou : «Tantum aurora est. Estamos apenas no início da evangelização e da civilização que a partir de Cristo adquire o nome e a linfa vital». Quatro meses antes, no dia 23 de Junho (outro cinquentenário!), tinha acolhido no Vaticano os participantes no XXII encontro da Confederação internacional da sociedade dos autores e compositores. Ao falar com eles reafirmou o interesse da Santa Sé por todas as manifestações de arte e cultura, realçando a importância da produção poética, literária e musical para a elevação do coração humano para as esferas mais altas, a fim de valorizar a inspiração espiritual que anima cada povo, a fim de expressar uma mensagem que, para além de qualquer barreira, é cada vez mais útil e eficaz para a união dos povos entre si.

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

12 de Dezembro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS