Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Não há Igreja sem Pentecostes

· No Regina caeli o Papa recordou o Dia de oração pela Igreja na China ·

«Não há Igreja sem Pentecostes» e «não há Pentecostes sem a Virgem Maria». Afirmou Bento XVI no Regina caeli de domingo, 23 de Maio, recitado no final da Missa celebrada na Basílica de São Pedro.

Amados irmãos e irmãs!

Cinquenta dias depois da Páscoa, celebramos a solenidade de Pentecostes, na qual recordamos a manifestação do poder do Espírito Santo, o qual – como vento e como fogo – desceu sobre os Apóstolos reunidos no Cenáculo e tornou-os capazes de pregar com coragem o Evangelho a todas as nações (cf. Act 2, 1-13). O mistério do Pentecostes, que justamente nós identificamos com aquele acontecimento, verdadeiro «baptismo» da Igreja, não termina com ele. De facto, a Igreja vive constantemente da efusão do Espírito Santo, sem o qual ela esgotaria as próprias forças, como uma barca à vela à qual faltasse o vento. O Pentecostes renova-se de modo particular em alguns momentos fortes, tanto a nível local como universal, em pequenas assembleias ou em grandes convocações. Os concílios, por exemplo, tiveram sessões gratificadas por especiais efusões do Espírito Santo, e entre eles está certamente o Concílio Vaticano II. Podemos recordar também o célebre encontro dos movimentos eclesiais com o Venerável João Paulo II, aqui na Praça de São Pedro, precisamente no Pentecostes de 1998. Mas a Igreja conhece numerosos «pentecostes» que vivificam as comunidades locais: pensemos nas Liturgias, em particular nas que foram vividas em momentos especiais para a vida da comunidade, nas quais a força de Deus se sentiu  de modo evidente, infundindo alegria e entusiasmo nos corações. Pensemos em tantos congressos  de oração, nos quais os jovens sentem claramente a chamada de Deus a radicar a sua vida no seu amor, também consagrando-se inteiramente a Ele.

Portanto, não há Igreja sem Pentecostes. E gostaria de acrescentar: não há Pentecostes sem a Virgem Maria. Foi assim no início, no Cenáculo, onde os discípulos «eram assíduos e concordes na oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, a Mãe de Jesus, e de seus irmãos» – como nos refere o livro dos Actos dos Apóstolos (1, 14). E é sempre assim, em todos os lugares e tempos. Disto também eu fui testemunha há poucos dias, em Fátima. O que viveu, de facto, aquela imensa multidão, na esplanada do Santuário, onde todos éramos realmente um só coração e uma só alma? Foi um renovado Pentecostes. No meio de nós estava Maria, a Mãe de Jesus. É esta a experiência típica  dos grandes Santuários marianos – Lourdes, Guadalupe, Pompeia, Loreto – ou também dos mais pequenos: onde quer que os cristãos se reúnam em oração com Maria, o Senhor doa o seu Espírito.

Queridos amigos, nesta festa de Pentecostes, também nós queremos estar espiritualmente unidos à Mãe de Cristo e da Igreja, invocando com fé uma renovada efusão do Paráclito divino. Invoquemo-la para toda a Igreja, em particular neste Ano sacerdotal, para todos os ministros do Evangelho, para que a mensagem da salvação seja anunciada a todas as nações.

No final da oração mariana o Santo Padre saudou em diversas línguas os fiéis presentes e recordou em especial a Beatificação de Teresa Manganiello,  a memória litúrgica da Bem-Aventurada Virgem Maria e Dia de Oração pela Igreja na China.

Ontem, em Benevento, foi proclamada Beata Teresa Manganiello, fiel leiga, pertencente à Terceira Ordem Franciscana. Nascida em Montefusco, décima primeira filha de uma família de camponeses, transcorreu uma vida simples e humilde, entre os afazeres de casa e o empenho espiritual na igreja dos Capuchinhos. Como São Francisco de Assis, procurava imitar Jesus Cristo oferecendo sofrimentos e penitências pela remissão dos pecados, e era cheia de amor pelo próximo: prodigalizava-se por todos, sobretudo pelos pobres e pelos doentes. Sempre sorridente e meiga, com apenas 27 anos partiu para o Céu, onde já habitava o seu coração. Demos graças a Deus por esta luminosa testemunha do Evangelho!

A memória litúrgica da Bem-Aventurada Virgem Maria, Auxílio dos Cristãos, oferece-nos – amanhã, 24 de Maio – a possibilidade de celebrar o Dia de Oração pela Igreja na China. Enquanto os fiéis que estão na China rezam para que a unidade entre eles e com a Igreja universal se aprofunde cada vez mais, os católicos no mundo inteiro – sobretudo os de origem chinesa – unem-se a eles na oração e na caridade, que o Espírito Santo infunde nos nossos corações, particularmente na solenidade de hoje.

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

7 de Dezembro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS