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Não desviar o olhar

· ​Durante as celebrações pascais o convite do Papa à comunidade internacional face às perseguições contra os cristãos ·

Um duplo desejo a fim de que a comunidade internacional «não desvie o olhar para o outro lado» e «não permaneça muda e inerte diante do crime inaceitável» das perseguições dos cristãos foi expresso pelo Papa Francisco na segunda-feira do anjo, como se quisesse resumir as sua preocupação constante durante as celebrações pascais. De facto, no Regina caeli recitado com os fiéis presentes na praça de São Pedro na manhã de 6 de Abril, o Pontífice voltou a pedir «defesa e protecção dos nossos irmãos e irmãs perseguidos, exilados, assassinados e decapitados unicamente por serem cristãos». De resto, eles são «os nossos mártires de hoje» e a sua perseguição «constitui um preocupante desvio dos direitos humanos mais elementares».

Tema que foi enfrentado de modo mais sistemático na tradicional mensagem de Páscoa à cidade e ao mundo. Depois de ter celebrado de manhã a missa no adro da basílica Vaticana, ao meio-dia o Pontífice da Varanda das bênçãos reafirmou que os «cristãos são os rebentos de uma humanidade nova». E esta, frisou imediatamente, «não é debilidade mas força verdadeira». Porque «quem traz dentro de si a força de Deus, o seu amor e a sua justiça, não precisa usar a violência».

Eis a exortação a «não ceder ao orgulho que alimenta a violência e as guerras, mas a ter a coragem humilde da paz» e a rezar a fim de que sejam aliviadas «as dores dos nossos muitos irmãos perseguidos por causa do Seu nome, e também de quantos sofrem injustamente as consequências» dos tantos conflitos que estão a decorrer.

Enumerando-os citou a Síria, o Iraque, a Terra Santa, a Líbia e o Iémen. Ao mesmo tempo, «com esperança», Francisco saudou com satisfação «o acordo alcançado nestes dias em Lausanne, a fim de que seja um passo definitivo para um mundo mais seguro e fraterno». Depois, dirigindo o olhar para a África, evocou os dramas da Nigéria, do Sudão do Sul e da República Democrática do Congo, com um pensamento particular pelo recente massacre na universidade de Garissa no Quénia. E em relação à Europa, Francisco fez referência à Ucrânia.

Por fim votos de paz e liberdade foram formulados também «pelos muitos homens e mulheres submetidos a novas e antigas formas de escravidão por parte de pessoas e organizações criminosas», assim como «pelas vítimas dos traficantes de drogas, muitas vezes aliados com os poderes que deveriam defender a paz e a harmonia na família humana» e também «por este mundo submetido aos traficantes de armas». Sem esquecer os marginalizados, os presos, os pobres e os migrantes «que com muita frequência são rejeitados, maltratados e descartados»; os doentes, os sofredores e as crianças «especialmente as que sofrem violência».

Mensagem pascal do Papa Francisco

Regina caeli da segunda-feira do anjo  

Edição em papel

 

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Praça De São Pedro

25 de Agosto de 2019

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