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Nada dura para sempre

· No Angelus Bento XVI recordou a memória de alguns santos ·

«Na Bíblia, o homem insensato é aquele que não quer compreender, da experiência das coisas visíveis, que nada dura para sempre, mas tudo passa: tanto a juventude, como a força física, quer as comodidades, quer as funções de poder», frisou Bento XVI durante o Angelus recitado com os fiéis congregados no pátio interno do Palácio Pontifício de Castel Gandolfo, ao meio-dia de domingo 1 de Agosto.

Caros irmãos e irmãs

Nestes dias celebra-se a memória litúrgica de alguns Santos. Ontem recordámos Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus. Tendo vivido no século XVI, converteu-se lendo a vida de Jesus e de alguns Santos, durante um longo período de convalescência devido a uma ferida que lhe fora causada em batalha. Permaneceu tão profundamente impressionado por aquelas páginas, que decidiu seguir o Senhor. Hoje recordamos Santo Afonso Maria de Ligório, Fundador dos Redentoristas, que viveu no século XVIII e foi proclamado padroeiro dos confessores pelo Venerável Pio XII. Ele tinha a consciência de que Deus quer que todos sejam santos, naturalmente cada qual em conformidade com a própria condição. Além disso, durante esta semana a liturgia propõe-nos Santo Eusébio, primeiro Bispo do Piemonte, denodado defensor da divindade de Cristo e, finalmente, a figura de São João Maria Vianney, o Cura d'Ars que com o seu exemplo orientou o Ano sacerdotal há pouco encerrado, e à cuja intercessão volto a confiar todos os Pastores da Igreja. O compromisso comum destes Santos consistia em salvar as almas e servir a Igreja com os respectivos carismas, contribuindo para a renovar e enriquecer. Estes homens adquiriram «um coração sábio» (cf. Sl 90 [89], 12), acumulando aquilo que não se corrompe e descartando quanto é, irremediavelmente, mutável no tempo: o poder, a riqueza e os prazeres efémeros. Escolhendo Deus, possuíam todas as coisas necessárias, prelibando desde a vida terrena a eternidade (cf. Ecl 1-5).

No Evangelho de hoje, o ensinamento de Jesus diz respeito precisamente à verdadeira sabedoria e é introduzido pelo pedido de uma pessoa do meio da multidão: «Mestre, diz a meu irmão que reparta comigo a herança» ( Lc 12, 13). Respondendo, Jesus chama a atenção dos ouvintes para o desejo dos bens terrenos com a parábola do rico insensato que, tendo acumulado para si uma colheita abundante, pára de trabalhar, dissipa os seus bens divertindo-se e chega a iludir-se que pode afastar a própria morte. «Deus, porém, disse-lhe: “Insensato! Nesta mesma noite pedir-te-ão a tua alma, e o que acumulaste, para quem será?”» ( Lc 12, 20). Na Bíblia, o homem insensato é aquele que não quer compreender, da experiência das coisas visíveis, que nada dura para sempre, mas tudo passa: tanto a juventude, como a força física, quer as comodidades, quer as funções de poder. Por conseguinte, fazer depender a própria vida de realidades tão passageiras é insensatez. Por sua vez, o homem que confia no Senhor não tem medo das adversidades da vida, nem sequer da realidade iniludível da morte: é o homem que adquiriu «um coração sábio», como os Santos.

Ao dirigir a nossa oração a Maria Santíssima, desejo recordar outras celebrações significativas: amanhã sera possível lucrar a indulgência plenária, chamada da Porciúncula, ou o «Perdão de Assis», que São Francisco obteve em 1216 do Papa Honório III; quinta-feira 5 de Agosto, comemorando a dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, honraremos a Mãe de Deus, aclamada com este título no Concílio de Éfeso em 431; e na próxima sexta-feira, aniversário da morte do Papa Paulo VI, celebraremos a festa da Transfiguração do Senhor. O dia 6 de Agosto, considerado o ápice da luz de Verão, foi escolhido para significar que o esplendor do Rosto de Cristo ilumina o mundo inteiro.

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24 de Agosto de 2019

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