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​Mulheres e ecologia

· ​Mulheres e ecologia ·

«Que relação existe entre ecologia, mulheres e Igreja?», poderiam perguntar alguns leitores, observando com admiração o tema do nosso número de Abril. De facto, o compromisso ecológico parece estar relacionado com a política, com os grandes problemas como a energia atómica ou com o aquecimento da terra, e não com a dimensão espiritual e doméstica na qual normalmente se movem as mulheres. Mas, se olharmos para as consequências da poluição, vemos que os mais prejudicados são os pobres, entre os quais as mulheres constituem a maioria. Além disso, são elas que se confrontam todos os dias com a água poluída, os alimentos estragados e nocivos, as dificuldades de crescer os filhos num ambiente envenenado. Com efeito, são as mulheres que sofrem em maior medida as consequências de uma política de exploração da terra finalizada sempre e só ao lucro, na qual a utilidade económica conta muito mais que o respeito pelo meio ambiente, e que vivem esta situação como experiência concreta e não como questão ideológica. De facto, se a considerarmos sob o ponto de vista feminino, a ecologia já não é uma das tantas ideologias que marcaram a vida política da modernidade, mas uma necessidade vital. A esperada encíclica do Papa Francisco sobre a ecologia esclarecerá a relação entre espiritualidade e cuidado pela terra, que nos foi dada e confiada pelo Criador para que a respeitemos, não para que dela façamos objecto de rapina. E sem dúvida – conhecendo a atenção do Papa pelos marginalizados – porá em evidência a equação poluição-pobreza, que com muita frequência não é considerada por quem vive o compromisso ecológico como uma ideologia, ou até como uma religião da natureza. Os cristãos devem respeitar a natureza também – se não sobretudo – para proteger os débeis, porque em todas as ocasiões devem intervir em sua defesa. E nós sabemos que, como sempre, os débeis são em grande parte mulheres. (l.s.)

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20 de Novembro de 2019

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