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Mudança de época

· Entrevista do Papa Francisco a «Il Messaggero» ·

É a segunda vez que acontece na história do papado: a primeira foi no distante ano de 1892 quando, no «Figaro» de 4 de Agosto, foi publicada a entrevista a Leão XIII, concedida a Séverine (aliás, Caroline Rémy); a segunda, no domingo passado, quando em «Il Messaggero» foi publicado o longo diálogo entre Franca Giansoldati e Francisco. 

Mas se no caso do Papa Pecci o tema foi o anti-semitismo, com o Papa Bergoglio os temas variaram desde a missão da Igreja até à política, do Evangelho à reforma da Cúria, da diminuição da natalidade às próximas viagens, desde a corrupção à pedofilia.

«Roma com os seus males de grande metrópole, a época de mudanças que enfraquecem a política; a dificuldade de defender o bem comum; a reapropriação por parte da Igreja dos temas da pobreza e da partilha («Marx nada inventou»), o assombro diante da degradação das periferias da alma, abismo moral escorregadio no qual se abusa da infância e se tolera a miséria, o trabalho de menores e também a exploração das prostitutas crianças até com menos de quinze anos. E os clientes que poderiam ser seus avôs; «pedófilos»: o Papa definiu-os exactamente assim. Francisco fala, explica, interrompe-se e repete-se. Paixão, doçura, ironia. Um fio de voz parece embalar as palavras».

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19 de Novembro de 2019

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