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​Mosaico de línguas e cores

Foi uma etapa importante a de Francisco no Estado de Chiapas. Fortemente desejada e vivida com particular emoção pelas comunidades locais. Queriam que o Pontífice sentisse o respiro antigo destas terras, onde 75 por cento dos habitantes são indígenas de doze etnias (58 por cento dos quais se professam católicos) unidos sobretudo pela pobreza extrema e pelo abandono, que muitas vezes são terreno fértil para a prostituição, o alcoolismo e a toxicodependência.

Portanto, a decisão de Francisco de vir ao Chiapas tem um valor e um significado relevantes, porque aqui num passado recente o país viveu eventos cruciais, relacionados precisamente com a dolorosa história dos povos indígenas, com as suas lutas pela justiça e a emancipação, e também com o compromisso da Igreja ao seu lado. Como fez prolongadamente, com paixão e coragem, o bispo Samuel Ruíz García – na chefia da diocese por 41 anos – cuja vicissitude humana se entrelaçou com a do subcomandante Marcos e com o seu exército zapatista. Com efeito, foi mediador entre ele e as autoridades governamentais.

O dia iniciou com a chegada a Tuxtla Gutiérrez, capital do Estado. O acolhimento foi caracterizado pelos sons e pelas cores desta terra graças sobretudo à presença de algumas centenas de pessoas vestidas com trajes tradicionais. Como por exemplo o casal de etnia zoque, que doou ao hóspede um «bastão de comando» e uma coroa de flores, vestida imediatamente.

Do aeroporto a sucessiva transferência de helicóptero para San Cristóbal, que se encontra a cinquenta quilómetros de distância e a 2262 metros de altitude, onde vivem quase duzentas mil pessoas. Ao chegar ao centro desportivo municipal, Francisco recebeu a saudação do bispo, D. Felipe Arizmendi Esquivel, e das autoridades municipais. Em seguida, foi ao estádio de basebol Pachón Contreras para a missa.

Uma celebração sugestiva, num maravilhoso dia de sol, com dez mil indígenas com trajes tradicionais de várias cores – descendentes diretos dos 62 grupos originários do México – reunidos nas proximidades do altar, selando a religiosidade profunda que desde há séculos caracteriza estas terras. Juntamente com eles estavam também oito mil fiéis distribuídos pelo campo e pelas arquibancadas. Numerosos os grupos provenientes de outros Estados do país. Além disso, havia representantes de diversas etnias que vieram também da vizinha Guatemala e até de El Salvador e de Honduras.

do nosso enviado Gaetano Vallini

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18 de Agosto de 2019

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