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​Mortos unicamente por serem discípulos de Jesus

· ​Na basílica romana de São Bartolomeu na Ilha Tiberina o Papa rezou pelos novos mártires ·

Os cristãos perseguidos por causa da fé e com eles os refugiados em fuga das guerras foram recordados pelo Papa Francisco durante a liturgia da Palavra em memória dos novos mártires, presidida na tarde de sábado, 22 de abril, na basílica romana de São Bartolomeu na Ilha Tiberina.

O Pontífice foi à igreja confiada à comunidade de Santo Egídio que conserva o memorial das testemunhas da fé dos séculos XX e XXI, para presidir à liturgia da Palavra. A sugestiva cerimónia foi caraterizada pelo testemunho da irmã do padre Jacques Hamel. Na homilia o Papa recordou que «há também tantos mártires escondidos, aqueles homens e mulheres fiéis à força do amor, à voz do Espírito Santo, que na vida de cada dia procuram ajudar os irmãos e amar Deus sem hesitações». E atualizando a reflexão constatou: «Quantas comunidades cristãs são hoje objeto de perseguição!». A este propósito acrescentou ao texto preparado um longo parágrafo improvisado, para contar a vicissitude de que tomou conhecimento durante a visita a Lesbos, de uma mulher cristã degolada pelos terroristas por se ter recusado de lançar ao chão a cruz que levava ao peito. Quem lha referiu foi o marido de fé muçulmana, testemunha ocular do atroz assassínio.

No final da visita o Pontífice encontrou-se nos locais do andar superior da basílica com sessenta refugiados: vítimas do tráfico, refugiados, menores não acompanhados, imigrantes, alguns dos quais chegaram à Itália graças aos corredores humanitários organizados pela comunidade de Santo Egídio. Comovido com as suas histórias, antes de se despedir, falou de novo improvisando sobre o drama das migrações. «Nós somos uma civilização que não tem filhos – disse – mas também fechamos a porta aos migrantes. A isto chama-se suicídio».

Palavras do Papa  

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24 de Outubro de 2019

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