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Montini

· Número especial no cinquentenário da eleição ·

Giovanni Battista Montini foi eleito Papa a 21 de Junho de 1963. No final da manhã daquele primeiro dia de Verão a praça de São Pedro estava iluminada  pelo sol quando no azul do céu se ergueu a fumaça branca.  O eleito, primeiro dos cardeais de João XXIII,  era esperado mas não garantido. Surpresa, ao contrário, foi o nome escolhido: o do último dos apóstolos, aquele que mais anunciou o Evangelho. E este foi o centro da vida de Montini,  por ele mesmo sentida  como «uma linha interrompida», mas  com a determinação constante  de ser testemunha de Cristo no mundo moderno.

De facto, fascinado pela vida monástica, o sacerdote de Bréscia foi orientado por um caminho, talvez, mais íngreme. Por mais de trinta anos, submetido a dois Pontífices entre si muito diversos mas ambos grandiosos, Montini serviu a Santa Sé no coração da Cúria romana, tornando-se uma figura-chave. Depois, foi arcebispo de Milão, a maior diocese do mundo,  durante oito anos, e por quinze anos sucessor de Pedro, com o nome de Paulo.

Depois de meio século do início desse pontificado decisivo, «L'Osservatore Romano» volta a tratar a figura do seu protagonista, distante no tempo e demasiado esquecida. Com um perfil biográfico, imagens raras e uma selecção de textos belíssimos. No último, celebrando a festa dos santos Pedro e Paulo, o Papa faz um balanço do seu pontificado, que foram quinze anos exaltantes e ao mesmo tempo dramáticos: desde a época do concílio até à sua primeira aplicação, com uma sementeira paciente e tenaz que ainda deve produzir os seus frutos.

Tradicional e moderno, durante toda a vida Montini procurou a humanidade contemporânea, estendendo a mão para apertar outras mãos,  em pé de igualdade, como se vê nas imagens televisivas das suas audiências.  E  foi precisamente a mão aberta  o sinal  escolhido pelo seu último cardeal para falar sobre o Papa que tinha acabado de falecer. Foi assim Joseph Ratzinger, numa homilia realmente inédita sobre a Transfiguração, quem indicou em Paulo VI este aspecto mais profundo, antecipando sem o saber um futuro agora revelado.

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25 de Agosto de 2019

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