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​A missão dos pobres

· ​Francisco a uma peregrinação da província de Lyon ·

«Rezai pelos culpados pela vossa pobreza a fim de que se convertam». É uma verdadeira «missão» confiada pelo Papa Francisco aos duzentos participantes na peregrinação das dioceses da província francesa de Lyon – guiada pelo cardeal Philippe Barbarin – entre os quais muitas pessoas que vivem em condições de dificuldade social. Recebendo-os na manhã de quarta-feira, 6 de julho, na sala Paulo VI, o Pontífice quis reafirmar a própria proximidade a quantos experimentam situações de dor. Não por acaso, pouco antes, encontrou-se com os pais de Beau Solomon, jovem americano de dezenove anos que recentemente foi encontrado morto no Tibre.

Durante a longa audiência com os pobres franceses Francisco falou sobre a «capacidade de acolher» que a exemplo de Jesus deve caracterizar cada cristão, independentemente da sua história ou do peso que carrega. No centenário do nascimento do padre José Wresinski – sacerdote que dedicou a existência para construir uma sociedade sem misérias e para reconhecer a dignidade dos mais necessitados – os peregrinos de Lyon transcorreram uma manhã «no coração da Igreja», como lhes garantiu Francisco no seu discurso, comparando-os com Maria, José e Jesus na cena bíblica da fuga do Egito. Também eles, disse, «se sentiam atormentados: mas ali estava Deus». E convicto desta consciência da presença do Senhor nos sofrimentos dos homens, encorajou os voluntários que abraçaram o ideal de «vida partilhada» do padre Wresinski a «entrar na disposição de espírito» de quantos vivem na indigência, «restituindo-lhes uma identidade, uma dignidade». Particularmente significativo foi também o trecho acrescentado ao texto preparado de modo improvisado, em resposta ao pedido dos presentes para recordar à Igreja na França «que Jesus sofre à porta das nossas igrejas se não houvesse os pobres». Evocando a advertência evangélica «ai dos ricos, dos sábios, de quantos gostam de ser adulados», o Pontífice pediu precisamente aos pobres para rezar pela conversão de «quantos não têm compaixão. Sorri-lhes de coração».

Discurso do Papa 

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24 de Outubro de 2019

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