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Maternity Blues

· O filme ·

A tragédia – com todo o seu alcance cruel e explosivo – está presente. Com os seus inúmeros protagonistas. Antes de tudo, as mães assassinas, que se mancharam com o delito mais atroz e inconcebível, elas mesmas (com frequência) consternadas diante do vazio que criaram e sobre o qual se insinuam desnorteadas. Por detrás e ao redor, as pessoas que de maneiras diferentes – sobretudo com a imobilidade obstinada de um olhar dirigido para outro lugar – «as ajudaram» a tornar-se artífices do gesto que as levou para o hospital psiquiátrico judiciário de Castiglione delle Stiviere, no qual foi realizado o filme de Fabrizio Cattani. Enfim as vítimas, as crianças assassinadas por quem as levou no ventre por nove meses, deu-as ao mundo e, em muitos casos, amou-as muitíssimo. A presença dos filhos repete-se constantemente nas narrações das mulheres de Maternity Blues. Nos flash backes (ponderados e monstruosos) mas sobretudo na evocação quotidiana («sinto a sua falta») de mães tão diversas, unidas apenas pelo fio atroz de uma escolha terrivelmente errada. O tom do filme é macilento, pálido: uma escolha que faz ressaltar ainda mais as cores da infância que teríamos podido salvar pelo menos em parte.

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19 de Agosto de 2019

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