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Mali dividido

· Acordo entre tuaregues e islamistas para um Estado independente no norte ·

O anúncio de uma iminente proclamação de um Estado independente de conotação islâmica no norte do Mali prevê uma divisão no país e confirma o agravamento da crise. A notícia de um acordo neste sentido dada ontem pelos tuaregues do Movimento de libertação nacional do Azawad (Mnla), nascido  em Janeiro de uma acção armada e do grupo islâmico Ansar Edine, que decidiram unir-se,  chegou exactamente no momento em que cresce entre os observadores o cepticismo sobre o restabelecimento da democracia no Mali depois do golpe de Estado militar  de 22 de Abril passado na capital maliana Bamako. De facto, não parecem consolidar-se os acordos subscritos com a Comunidade económica dos Estados da África ocidental (Ecowas) pelos militares que derrubaram o presidente Amadou Toumani Touré. O acordo assinado ontem em Gao entre o Mnla e Ansar Edine – que de facto  há meses  controlam o norte do país – surpreende não só pela finalidade de se separar de Bamako mas também porque deixa transparecer uma superioridade política das posições do fundamentalismo islâmico que até agora pareciam absolutamente incompatíveis com as do Mnla.

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18 de Outubro de 2018

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