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​As mais frágeis entre os frágeis

Uma mulher forçada a ter relações sexuais com os contrabandistas para «pagar a viagem»; outra espancada até perder os sentidos, por ter rejeitado os galanteios de um polícia de guarda numa prisão húngara; uma terceira, disfarçada de homem, que já não se lava para se tornar indesejável aos seus companheiros de viagem: são três histórias sírias recolhidas na Alemanha por uma sondagem do «New York Times». O quadro — composta por dezenas de entrevistas a protagonistas da grande migração, assistentes sociais e psicólogos que as assistiram — narra uma história em que que as mulheres e as meninas se confirmam como pessoas duplamente vulneráveis. «Guerra e violência na Síria, traficantes de pessoas sem escrúpulos, viagens marítimas perigosas e um futuro incerto num continente estrangeiro são alguns dos riscos que enfrentam dezenas de milhares de migrantes que continuam a procurar uma nova vida na Europa. Mas a cada passo os perigos amplificam-se para as mulheres», escreve o diário de Nova Iorque, especificando como a migração contemporânea tem sido acompanhada por um aumento da violência contra as mulheres, que «denunciaram violências por parte de outros refugiados, traficantes, membros da própria família, mas também de agentes de polícia europeus». A sondagem confirma os temores que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados tinha manifestado já em Outubro. Segundo as estatísticas da Onu, do milhão de migrantes que chegaram à Europa em 2015, um terço são mulheres. «Os homens predominam numericamente e em todos os outros sentidos», disse Heike Rabe, especialista em políticas de género no German Institute for Human Rights. 

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23 de Agosto de 2019

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