Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

A lógica da gratuidade

· Mensagem do Papa ao simpósio do dicastério para os religiosos ·

Testemunhar e viver o princípio de gratuidade e a lógica do dom, opondo-se à economia da exclusão e da iniquidade. O Papa não tem dúvidas: «Diante da precariedade em que vive a maior parte dos homens e mulheres do nosso tempo, e perante as fragilidades espirituais e morais de muitas pessoas, em especial dos jovens, sentimo-nos interpelados como comunidade cristã». E por isso é de importância fundamental vigiar para que também os bens eclesiásticos dos institutos de vida consagrada e das sociedades de vida apostólica «sejam administrados com prudência e transparência, tutelados e preservados, unindo a prioritária dimensão carismático-espiritual à dimensão económica e à eficiência, que tem o seu húmus na tradição administrativa dos institutos que não tolera desperdícios e está atenta ao bom uso dos recursos».

É quanto frisa o Santo Padre na mensagem dirigida ao cardeal João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os institutos de vida consagrada e as sociedades de vida apostólica, por ocasião do congresso internacional organizado pelo dicastério no Antonianum de Roma, durante o qual se medita precisamente sobre a gestão dos bens eclesiásticos de tais institutos.

Depois de citar Paulo VI e o seu apelo a «uma nova e autêntica mentalidade cristã» e a um «novo estilo de vida eclesial», o Papa convida antes de tudo à sobriedade como primeira expressão de «solidariedade amorosa, de partilha e de caridade», alertando contra os ídolos materiais «que ofuscam o sentido genuíno da vida». Uma «pobreza teórica» é inútil, frisa Francisco; ao contrário, é mister «a pobreza que se aprende tocando a carne de Cristo nos humildes, nos pobres, nos doentes, nas crianças».

«Sede ainda hoje, para a Igreja e para o mundo – concluiu – postos avançados de atenção a todos os pobres e a todas as misérias materiais, morais e espirituais, como superação de todo o egoísmo na lógica do Evangelho que ensina a confiar na Providência».

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

20 de Outubro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS