Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

A linguagem da carícia

· Visita do Pontífice a um centro para pessoas com deficiência visual ·

Para o reconhecer acariciaram-lhe o rosto, percorrendo delicadamente com os dedos o seu perfil como querendo certificar-se que aquele homem que veio para os encontrar fosse realmente o Papa. Depois abraçaram-no como um pai, pedindo-lhe uma oração, uma ajuda a fim de encontrar serenidade para poder viver sem ver. Foi a cena que se repetiu por noventa vezes – que corresponde a quanto são os hospedes do centro regional para pessoas com deficiência visual «Sant'Alessio – Margherita di Savoia» – no início da tarde de sexta-feira 31 de março, quando o Papa Francisco realizou uma visita surpresa à estrutura em «viale Odescalchi» no bairro romano de Tor Marancia.

O instituto promove a inclusão social dos cegos e dos amblíopes, procurando «abater barreiras, superar obstáculos e construir percursos de autonomia». Com este gesto de atenção aos mais débeis – explica uma nota da Sala de imprensa da Santa Sé – o Papa quis «dar seguimento às chamadas “sextas-feiras da misericórdia”, visitas particulares realizadas durante o ano santo, uma vez por mês, repercorrendo as obras de misericórdia espirituais e corporais em relação a quantos vivem situações de exclusão física e social».

Desta vez, Francisco encontrou-se com pessoas – continua a nota – «com uma deficiência sensorial ligada ao uso da visão, cegos de nascença ou devido a graves patologias e nalguns casos com plurideficiências».

O Pontífice quis abraçar todos os presentes, um por um, começando pelas cinquenta crianças – com as quais brincou – que frequentam o centro para receber «uma formação especial» e poder deste modo ser autónomos também nos pequenos gestos do dia a dia.

Alguns deles têm inclusive outras deficiência além da cegueira. Francisco encorajou com afeto os seus pais. «Para os nossos filhos foi importante encontrá-lo – explicaram – e precisamente porque sofrem foram capazes de compreender o significado da misericórdia e da esperança que o Papa veio testemunhar».

O Pontífice abraçou intensamente também os trinta e sete residentes fixos que se encontram no segundo andar da estrutura. Particularmente vivaz foi a troca de palavras com Aldo Giannico, um hospede originário da região Calabria que lhe ofereceu um livro de receitas escrito em braille.

O presidente do centro, Amedeo Piva, e o diretor-geral, Antonio Organtini, que se tornou cego ao longo da vida, apresentaram a Francisco as histórias de cada um dos hóspedes. No fim da visita o Papa – que foi acompanhado pelo arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a promoção da nova evangelização – foi à capela onde se encontrou com seis surdos-mudos e com uma representação do pessoal médico e voluntário, deixando como recordação dois pergaminhos – um em braille – com a sua bênção autografada e um ícone da Mãe de Deus em vidro e com os contornos em relevo. A todos entregou também um Terço, garantindo a sua oração e pedindo que não se esqueçam de rezar por ele. Em troca recebeu em dom um mosaico realizado pelos hóspedes do centro, que representa uma árvore estilizada.

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

17 de Novembro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS