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A lição da história

· ​No aniversário do fim da segunda guerra mundial na Europa o Papa lançou um apelo a favor da paz e na catequese da audiência geral elogiou a coragem dos esposos cristãos ·

«A sociedade humana aprenda dos erros do passado» inclusive «em relação aos conflitos actuais, que estão a dilacerar algumas regiões do mundo». Disse o Papa Francisco no final da audiência geral de quarta-feira 6 de Maio, recordando o septuagésimo aniversário do fim da segunda guerra mundial na Europa. Na circunstância o Pontífice lançou um apelo a «todos os responsáveis civis» das nações, a fim de que «se comprometam na promoção da cultura da paz».

Anteriormente, na praça de São Pedro – depois do comovedor encontro na Casa de Santa Marta com alguns deficientes assistidos em duas estruturas de Brindisi – o Papa tinha dado continuidade às catequese dedicadas ao tema da família, falando em particular sobre a beleza do matrimónio cristão, relançando a comparação entre o casal esposo-esposa com Cristo-Igreja. «É claro – explicou – que se trata de uma analogia imperfeita, mas devemos compreender o seu sentido espiritual, que é altíssimo e revolucionário, mas ao mesmo tempo simples, ao alcance de todos os homens e mulheres».

Portanto, o matrimónio é um compromisso exigente, a ponto que o Papa, com um dos seus habituais acréscimos ao texto preparado, perguntou directamente aos presentes: «Mas vós, esposos que estais aqui, compreendeis isto? Amar a vossa esposa como Cristo ama a Igreja? Não é uma brincadeira, mas algo sério!». De facto, prosseguiu, «o sacramento do matrimónio é um grande acto de fé e de amor: testemunha a coragem de acreditar na beleza do acto criador de Deus e de viver aquele amor que impele a ir sempre além». Consequentemente, frisou Francisco, «a decisão de “casar no Senhor” inclui também uma dimensão missionária, que significa ter no coração a disponibilidade a tornar-se meio da bênção de Deus e da graça para todos». De facto, os esposos cristãos participam na missão da Igreja. E para isso, comentou, «é preciso coragem! Portanto quando saúdo os recém-casados, digo: “Eis os corajosos!”, porque é necessário ter coragem para se amar assim como Cristo ama a Igreja». Então, concluiu o Papa, «a celebração do sacramento não pode deixar fora esta co-responsabilidade da vida familiar em relação à grande missão de amor da Igreja. Deste modo a vida da Igreja enriquece-se sempre com a beleza desta aliança esponsal, assim como se empobrece todas as vezes que ela for desfigurada». Eis o aplauso e a bênção do Pontífice aos casais que vivem de modo autêntico o pacto nupcial, «esses homens e mulheres tão corajosos» que «são um recurso essencial para a Igreja e também para todo o mundo».

Uma convicção confirmada inclusive pela escolha – durante a audiência da tarde anterior concedida ao cardeal prefeito da Congregação para as causas dos santos – de autorizar entre os decretos relativos às virtudes heróicas dos servos de Deus Sergio Bernardini e Domenica Bedonni, cônjuges que viveram na região de Modena no século passado, pais exemplares de dez filhos. Contemporaneamente aprovou a sentença afirmativa da sessão ordinária dos cardeais e bispos membros do dicastério relativa à canonização do beato Junípero Serra.

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25 de Agosto de 2019

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