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La bella gente

· ​O filme ·

Susanna, cinquenta anos, é uma psicóloga que trabalha com mulheres maltratadas: por isso, quando na estrada que leva à sua casa de campo vê uma prostituta muito jovem, espancada por um homem, não pode permanecer indiferente. Tendo convencido (com dificuldade) o marido, acolhe-a em casa para a «salvar». No início a jovem Nadya sente-se aterrorizada, mas gradualmente começa a ter confiança no casal. Tudo parece ir no rumo certo, até que algo vem perturbar os (falsos) equilíbrios familiares dos salvadores. A metamorfose de Susanna é sorrateira e cruel: por que motivo Nadya não se limita a ser o gatinho grato, capaz de agradecer a cada momento? Porque tem sentimentos e esperanças, como qualquer jovem da sua idade? Susanna é arrastada por aquela que ela sente ser uma inaceitável confusão de planos: a vida da sua família e a vida de Nadya. E assim, a única solução que lhe resta é reconduzir a jovem — «enriquecida» com um envelope de dinheiro — ao lugar onde a encontrou. A força do filme La bella gente (2009), de Ivano De Matteo, consiste sobretudo na dura probabilidade da involução que narra. Susanna e o seu marido são muitos de nós, quando entramos — para nos sentirmos gratificados — na vida do próximo em necessidade, incapazes de gestos de verdadeira gratuitidade. E capazes assim de cometer realmente o mal. (@GiuliGaleotti)

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14 de Outubro de 2019

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