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Jesus é a esperança

· Missa do Papa em Santa Marta ·

Como é triste quando um sacerdote perde a esperança! Por isso, na missa celebrada na manhã de 9 de Setembro em Santa Marta, o Papa Francisco dirigiu aos sacerdotes presentes o convite a cultivar esta virtude, «que para os cristãos tem o nome de Jesus». «Vejo muitos sacerdotes hoje aqui e quero dizer-vos algo: é um pouco triste ver um sacerdote sem esperança, sem a paixão que dá a esperança; e é muito bonito quando se vê um sacerdote chegar ao fim da sua vida sempre com esperança, não com optimismo mas com esperança», pois quer dizer que «ele está apegado a Jesus Cristo. E o povo de Deus tem necessidade de que nós, sacerdotes, demos esta esperança em Jesus, que renova tudo: em cada Eucaristia renova a criação, em cada gesto de caridade renova o seu amor em nós».

O Pontífice falou da esperança inspirando-se na reflexão hodierna e dos dias precedentes, nas quais Jesus foi proposto como totalidade, centro da vida do cristão, único esposo da Igreja. Hoje meditou sobre o conteúdo da Carta de São Paulo aos Colossenses (1, 24-2, 3): Jesus «mistério escondido, Deus». O mistério de Deus que «se manifestou em Jesus, nossa esperança: é o tudo, é o centro e também a nossa esperança». Mas infelizmente, observou, a «esperança é uma virtude» considerada «habitualmente de segunda classe. Não cremos muito na esperança: falamos da fé e da caridade, mas a esperança é um pouco a virtude humilde, a serva das virtudes», como dizia um escritor francês.

O optimismo, explicou, é uma atitude humana que depende de muitas coisas, mas a esperança é diversa: «é um dom, uma dádiva do Espírito Santo e por isso Paulo dirá que ela nunca engana». E tem um nome. «Este nome é Jesus»: não podemos dizer que esperamos na vida, se não esperarmos em Jesus. «Não seria esperança, mas bom humor, optimismo, como no caso das pessoas solares, positivas, que conseguem ver sempre o copo meio cheio, nunca meio vazio».

O Papa indicou uma confirmação deste conceito no Evangelho de Lucas (6, 6-11), na referência ao tema da liberdade. A narração de Lucas põe diante dos olhos uma escravidão dupla: do homem «com a mão paralisada, escravo da doença», e «dos fariseus e escribas, escravos das atitudes rígidas, legalistas». Jesus «liberta ambos: mostra aos rígidos que este não é o caminho da liberdade; e liberta da sua doença o homem paralisado». O que quer demonstrar? Que «liberdade e esperança caminham juntas: onde não há esperança, não pode haver liberdade».

Todavia, a verdadeira lição a aprender da liturgia hodierna é que Jesus «não é um curandeiro, mas um homem que recria a existência. E isto dá-nos esperança, porque Jesus veio precisamente para este grande milagre, para recriar tudo». A tal ponto que a Igreja, numa oração muito bonita, diz: «Tu, Senhor, que foste tão grande, tão maravilhoso na criação, mas mais maravilhoso na redenção...». Portanto, acrescentou, «a grande maravilha é a reforma de Jesus. E isto dá-nos esperança: Jesus recria tudo». E quando «nos unimos a Jesus na sua paixão renovamos o mundo».

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10 de Dezembro de 2019

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