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Ixcanul

· O filme ·

Ixcanul (Vulcão, 2015), obra-prima do cineasta guatemalteco Jayro Bustamante, é a história de Maria, adolescente que vive numa aldeia onde ainda reinam superstições e tradições ancestrais. Heranças das quais também Maria cedo se torna vítima, considerando que os pais lhe combinam um matrimónio. Contudo, antes da cerimónia a jovem, que se rebela à decisão, tem uma aventura com um jovem e fica grávida. 

Ao descobrir a gravidez, os pais pretendem que aborte. Mas o desfecho será sob certos aspectos até pior. Bustamante conta um mundo fechado e arcaico que vive a pouca e impermeável distância da sociedade moderna. E certamente não faz dele um quadro positivo, denunciando a presença de odiosos abusos em relação às mulheres. Contudo também o ambiente camponês, muitas vezes descrito com bonomia no grande ecrã, é aqui enquadrado nos seus aspectos mais crus e violentos, quase contíguos e propedêuticos às injustiças da comunidade que nele vive. O estilo do cineasta é descritivo e bastante indiferente, a ponto que até meia hora antes do fim nos questionámos por que motivo optou por um filme temático e não directamente por um documentário.

Contudo, no epílogo compreende-se finalmente a narração, revelando uma conspiração que na realidade é o fundamento silencioso de toda a vicissitude. Não é ocasional que a narração se conclua inteligentemente de modo circular, para remarcar o sentido de invitabilidade que pesa sobre a protagonista como, não é difícil imaginar, sobre tantas suas coetâneas. (emilio ranzato)

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20 de Agosto de 2019

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