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​A injustiça atinge
os últimos da sociedade

· Audiência do Pontífice à associação nacional da polícia de Estado italiana ·

«Todas as injustiças atingem, antes de tudo, os mais pobres e todos aqueles que, de várias maneiras, podem denominar-se “últimos”», recordou o Papa à associação nacional da polícia de Estado italiana (Anps), que este ano celebra o 50º aniversário de fundação.

Recebendo-a em audiência — na manhã de 29 de setembro, na sala Paulo VI, em representação dos mais de trinta e dois mil associados, distribuídos em 179 secções — o Pontífice frisou que «quando faltam a legalidade e a segurança, os mais frágeis são sempre os primeiros prejudicados, porque dispõem de menos meios para se defender e prover a si mesmos». E entre eles, o Papa mencionou em especial «quantos deixam a sua terra por causa da guerra e da miséria, e devem recomeçar de zero num contexto totalmente novo; quantos perdem a casa e o trabalho, e têm dificuldade de manter a família; quantos vivem marginalizados e doentes, ou são vítimas de injustiças e abusos».

«Vós permaneceis próximos de todos eles, quando procurais prevenir o crime, contrastando o bullying e as fraudes; quando colocais à disposição o vosso tempo e energia na formação dos jovens e na vigilância nas escolas, na tutela do território e do património artístico, na organização de congressos e na formação de uma cidadania mais ativa e consciente». Trata-se de um compromisso indispensável para «difundir uma cultura da legalidade, do respeito e da segurança»: um esforço ainda mais necessário, considerando que «sem tais bases, nenhum contexto social pode alcançar o bem comum, e mais cedo ou mais tarde tornar-se-á um emaranhado de interesses pessoais, desligados uns dos outros, aliás opostos entre si». Segundo o Pontífice, o bem de uma sociedade não pode ser determinado «pelo bem-estar da maioria, nem pelo respeito dos direitos de “quase todos”»; ao contrário, ele «dá-se pelo bem da coletividade como conjunto de pessoas, de modo que, enquanto alguém sofrer, “todos os membros sofrerão com ele”».

Agradecendo aos membros da Anps «a mensagem de partilha e solidariedade que transmitis, num esforço não raro escondido», Francisco renovou o convite a «inserir na massa da sociedade o fermento da igualdade e fraternidade, que nunca deixa de produzir fruto».

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19 de Agosto de 2019

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