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Infibuladas durante as férias de Verão

Foi um choque para a Suécia quando os serviços de saúde de Norrköping, pequena cidade de oitenta mil habitantes, descobriram que por volta de sessenta meninas e moças, de quatro a catorze anos, que frequentavam a escola pública, tinham sido vítimas de mutilações genitais. Antecipando muitos países, os suecos já tinham proscrito este costume em 1982, com penas de quatro a dez anos, e por isso pensavam que o fenómeno não existia dentro das suas fronteiras. Mas descobriu-se que, desde a entrada em vigor da lei, a aberrante prática – considerada um ritual de passagem – é realizada durante o período de Verão, quando os migrantes, com as famílias e as filhas, regressam ao país de origem. Segundo os dados mais recentes, mais de cento e quarenta milhões de mulheres no mundo foram vítimas do fenómeno da infibulação, e hoje há mais de trinta milhões de meninas e de moças em risco. No passado dia 14 de Abril, na Grã-Bretanha, abriu-se o primeiro processo contra um médico culpado de ter efectuado esta “prática” numa menina de catorze anos. E pela primeira vez, o próprio Conselho muçulmano da Grã-Bretanha condenou as mutilações genitais femininas como «não islâmicas». Ao colocar-se contra este costume, foi salientado que ela «não está mais ligada à doutrina do Islão». A organização islâmica, refere o diário «The Guardian», enviará opúsculos informativos a todas as quinhentas mesquitas que fazem parte da sua rede, evidenciando os riscos ligados às mutilações e recordando que quem as pratica na Grã-Bretanha corre o risco de até catorze anos de prisão.

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17 de Novembro de 2019

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