Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Incardinados e dóceis

· O Papa Francisco criou vinte cardeais num consistório ordinário público realizado na basílica de São Pedro ·

«Quanto mais somos incardinados na Igreja que está em Roma tanto mais devemos tornar-nos dóceis ao Espírito»: foi a recomendação que o Papa Francisco dirigiu aos vinte purpurados criados durante o consistório ordinário público realizado na manhã de sábado 14 de Fevereiro, na basílica de São Pedro, na presença significativa do seu predecessor Bento XVI.

Precisamente no binómio «incardinados» e «dóceis» o Pontífice indicou as características essenciais do ministério dos novos membros do Colégio cardinalício. Chamados – explicou – a uma dignidade não honorífica, como indica precisamente o nome «cardeal», que evoca o «fundamento»: portanto «não algo acessório, decorativo, que leve a pensar numa honorificência, mas um eixo, um ponto de apoio e de movimento essencial para a vida da comunidade».

Aos purpurados Francisco propôs o hino à caridade da primeira carta aos Coríntios: «far-nos-á bem – garantiu - deixar-nos guiar, eu primeiro e vós comigo, pelas palavras inspiradas do apóstolo Paulo, sobretudo quando enumera as características da caridade». Entre elas o Papa recordou a magnanimidade e a benevolência, convidando a «amar sem confins» mas também a «não descuidar o que é pequeno» e a ter «gestos benévolos para todos». O Pontífice advertiu depois contra a tentação da inveja e do orgulho e do perigo de olhar só para a busca do próprio interesse pessoal. Sobretudo pediu para não dar espaço à ira, em particular àquela «retida, conservada dentro, que te leva a ter em conta os males que recebes»: isto, afirmou, «não é aceitável no homem de Igreja», porque «mesmo se se pode desculpar uma zanga momentânea e imediatamente aplacada, o mesmo não acontece com o rancor». Do Papa também uma chamada a ter «um forte sentido de justiça» e a ser «pessoas capazes de perdoar sempre», de «dar sempre confiança», de «infundir sempre esperança» e de «suportar com paciência qualquer situação e todos os irmãos e irmãs».

Texto integral do discurso do Papa 

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

22 de Setembro de 2018

NOTÍCIAS RELACIONADAS