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Ide sem medo para servir

· O convite do Papa Francisco aos três milhões de jovens reunidos no Rio de Janeiro para o encerramento da Jornada mundial da juventude ·

E no final da missa o anúncio que o próximo encontro será em Cracóvia em 2016

«Eu gosto de ser bispo. Em Buenos Aires eu era feliz, e o Senhor assistiu-me». «Também me sinto feliz de ser Papa. Quando o Senhor te põe ali, e se fizeres o que Ele te indica, és feliz!». Ser bispo «é bom! O problema é quando alguém procura este trabalho, e isto não é tão bom, não vem do Senhor». É perigoso «sentir-se superior aos outros, um pouco príncipe», «mas o trabalho de bispo é bonito», sobretudo se formos capazes de estar «diante, no meio e atrás do povo» «para o guiar, contribuir para a comunhão e deixar-se guiar».

De surpresa, o Papa Francisco apresentou-se no sector reservado aos jornalistas a bordo do avião que ontem à noite, 28 de Julho, partiu do Rio de Janeiro para Roma na conclusão da XXVIII Jornada mundial da juventude.

Dialogou por mais de uma hora com os jornalistas que o acompanharam nestas jornadas brasileiras. E respondeu sem hesitação a todas as perguntas que lhe dirigiram. Disto derivou um primeiro balanço de uma viagem pela qual o Papa disse que se sente «feliz. Foi uma viagem bonita, espiritual, que me fez bem. Estou cansado mas sinto-me bem». E a propósito da Jornada, disse: «A JMJ  do Rio em todos os seus componentes, foi excelente».

«Ontem — acrescentou, referindo-se à vigília na noite de sábado na praia de Copacabana, que precedeu a missa conclusiva celebrada na manhã de domingo — fizeram coisas extraordinárias. Não posso acreditar: o Governo falava de três milhões de pessoas!».

Dos jovens ressaltou a grande energia para defender as próprias ideias: «Diria que é necessário ouvir os jovens e oferecer-lhes os meios para se expressarem e prestar atenção a fim de que não sejam manipulados,  pois existem pessoas que tendem a explorá-los».

Depois, respondeu a perguntas que indagavam um pouco sobre os seus hábitos. Assim satisfez a curiosidade suscitada por aquela mala preta que ele mesmo levava. Disse que está habituado a fazê-lo porque «é normal, e devemos acostumar-nos a ser normais», garantindo que a sua mala «não contém a chave da bomba atómica» mas só objectos pessoais e alguns livros. E confessou também que é «um padre caminhador», e por isso às vezes «sente-se enjaulado».

Em seguida, revelou a sua agenda para os próximos compromissos em Roma, na Itália e no estrangeiro. E também não deixou de responder a perguntas sobre temas que chamaram e chamam a atenção da opinião pública. Assim, sobre o futuro do IOR, disse: «certamente será transparente». E sobre as presumíveis dificuldades ou resistências encontradas na programação de mudanças no Vaticano confessou que não se deu conta de resistência alguma, aliás, que «encontrou ajuda e pessoas leais».

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10 de Dezembro de 2019

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