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A humanidade atrás dos muros

· O ensaio ·

Há pátrias que são únicas, na sua raridade. É o caso daquelas poucas dezenas de pessoas que nasceram na Cidade do Vaticano, o Estado que surgiu em 1929 e cujos cidadãos, na sua maior parte, estão ali de passagem dos respectivos Países de origem. Ora bem, uma mulher, Matilde Gaddi, que nasceu dentro dos muros do Vaticano em 1943, contou a sua “particularissima” história no livro L’umanità dietro le mura [A humanidade atrás dos muros] (La Caravella, 2013): entre vários episódios e curiosidades impressiona a perspectiva, totalmente inédita. Quinta filha de um polícia, Matilde nasceu e viveu durante 23 anos –os seus primeiros 23 anos – no Vaticano com a família. Os episódios da «guerra não declarada entre polícias e crianças, que acabava quase sempre sem prisioneiros», são deliciosos. Se jogo e gosto pelo proibido, despreocupação e inconsciência, marcam a infância de todos, quando se movem dentro dos muros do Vaticano da década de Cinquenta, adquirem um sabor muito engraçado. Como as regras impostas às mulheres que, por exemplo, se quisessem próprio usar a bicicleta, tinham que rigorosamente levá-la à mão. (@GiuliGaleotti)

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24 de Outubro de 2019

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