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Horizonte novo

· Ao instituto João Paulo II o Papa pede mais compreensão e cura pastoral das famílias e ao grupo Santa Marta reafirma a necessidade de lutar contra a chaga do tráfico ·

No centro do desafio pastoral que a família apresenta hoje à Igreja está o tema decisivo da «proximidade», recordou o Papa Francisco aos membros do Pontifício instituto João Paulo II para estudos sobre matrimónio e família, recebidos em audiência na manhã de quinta-feira 27 de outubro, na Sala Clementina. Um tema que, para o Pontífice, deve constituir «o novo horizonte» do compromisso do instituto, «chamado a apoiar a abertura necessária da inteligência da fé ao serviço da solicitude pastoral do sucessor de Pedro».

Respondendo às saudações que lhe foram dirigidas pelo grão-chanceler, arcebispo Paglia, e pelo presidente, monsenhor Sequeri, o Papa recordou os frutos do dúplice encontro sinodal dedicado à família. Encontro que, entre 2014 e 2015, mobilizou os «bispos do mundo, cum Petro e sub Petro», manifestando «a necessidade de ampliar a compreensão e a cura da Igreja por este mistério do amor humano no qual se abre caminho o amor de Deus por todos». Desta ampliação fez-se intérprete a Amoris laetitia, solicitando «todo o povo de Deus a tornar mais visível e eficaz a dimensão familiar da Igreja». Trata-se, em suma, de garantir «proximidade às novas gerações de esposos, para que a bênção do seu vínculo os convença cada vez mais e os acompanhe, e proximidade às situações de debilidade humana, para que a graça as possa resgatar, reanimar e curar».

Ao reafirmar a missão do Instituto neste âmbito, o Pontífice não deixou de recordar que teologia e pastoral devem caminhar juntas. «Uma doutrina teológica que não se deixa orientar nem plasmar pela finalidade evangelizadora e pela cura pastoral da Igreja – explicou a propósito – é de igual modo impensável para uma pastoral da Igreja que não saiba valorizar a revelação e a sua tradição em vista de uma melhor inteligência e transmissão da fé». Francisco recomendou em particular que «se apliquem com maior entusiasmo ao resgate – diria quase à reabilitação – desta extraordinária “invenção” da criação divina», reconhecendo que «por vezes apresentámos um ideal teológico do matrimónio demasiado abstrato». O Papa fez também uma nova admoestação contra a «desconcertante» tendência cultural de «cancelar a diferença» sexual entre homem e mulher.

Anteriormente, durante a audiência ao grupo Santa Marta, o Pontífice lançara um novo apelo contra o tráfico dos seres humanos, definida «uma chaga social» que atinge «os mais indefesos, aos quais é roubada a dignidade, a integridade física e psíquica, até a vida».

Discurso do Papa ao instituto João Paulo II 

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17 de Novembro de 2019

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