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Homens-ponte

· O Papa recordou aos futuros diplomatas da Santa Sé que a verdadeira autoridade é a caridade e convidou judeus e cristãos a trabalhar juntos pela paz ·

Há a Europa, que precisa de despertar; e a África, sedenta de reconciliação; a América Latina, faminta de nutrimento e interioridade, e a do Norte, intencionada a redescobrir as raízes de uma identidade que não se define a partir da exclusão. E também a Ásia e a Oceânia, desafiadas pela capacidade de fermentar na diáspora e dialogar com a vastidão de culturas ancestrais. 

Foi um mapa dos desafios que a Igreja no mundo enfrenta que o Papa Francisco traçou no discurso à comunidade da Pontifícia academia eclesiástica. Recebendo na quinta-feira, 25 de Junho, os futuros representantes diplomáticos da Santa Sé o Papa recordou que a sua missão os levará a todas as partes do mundo e de cada um dos continentes indicou as prioridades pastorais. Para as enfrentar Francisco descreveu as características do núncio apostólico ideal: um homem – explicou – que «não erige muros de divisão nem de exclusão mas se faz ponte que constrói a comunhão e evoca à unidade». Portanto, não «altos funcionários, uma casta superior agradável aos salões mundanos» mas «guardiões» da verdade. Eis a importância de não se tornar «insensíveis pelas contínuas mudanças» nem de se «esvaziar pelo cinismo».

A este propósito o Papa evidenciou também que o serviço diplomático «requer a tutela da liberdade da Sé apostólica, que não se pode deixar aprisionar pelas lógicas de grupos, fazer-se refém da repartição contável das camarilhas, submeter-se aos poderes políticos e deixar-se colonizar pelos pensamentos fortes do momento ou pela ilusória hegemonia do mainstream». Por isso, exortou a «abandonar a atitude de juiz e a vestir o hábito do pedagogo» e «a não esperar o terreno pronto, mas a ter a coragem de o trabalhar com as mãos, sem tractores nem outros meios mais eficazes; a não pescar nos aquários nem nas criações, mas a ter a coragem de lançar as redes e as canas de pesca em regiões menos favorecidas, sem se acostumar a comer peixes pré-confeccionados».

Precedentemente Francisco tinha recebido em audiência uma delegação de B'nai B'rith International, organização humanitária judaica, afirmando que a paz na Terra Santa e no Médio Oriente não deve ser só «desejada» mas «procurada e construída paciente e tenazmente».

À comunidade da Pontifícia academia eclesiástica 

A uma delegação de B'nai B'rith International 

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19 de Agosto de 2019

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