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Homens e mulheres em busca de paz

· ​Dedicada a migrantes e refugiados a mensagem pontifícia para o dia mundial de 2018 ·

Os migrantes e refugiados, «homens e mulheres em busca de paz», estão no centro da mensagem do Pontífice por ocasião do 51º dia mundial da paz, que será celebrado a 1 de janeiro de 2018.

Apresentada na manhã de 24 de novembro — no dia seguinte ao significativo momento de oração presidido por Francisco na basílica vaticana para implorar a paz em dois países martirizados por conflitos e violências, o Sudão do Sul e a República Democrática do Congo — a mensagem exorta a abraçar «com espírito de misericórdia os que fogem da guerra e da fome, ou que são obrigados a deixar as suas terras por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental». Um convite que o Papa lançou, animado pela consciência de que «acolher o outro exige um esforço concreto, uma cadeia de ajudas e de benevolência, uma atenção vigilante e compreensiva, a gestão responsável de situações novas e complexas que, às vezes, se acrescentam a outros numerosos problemas já existentes, assim como recursos, que são sempre limitados». Por isso, exortou os governantes a ter sempre presente «a virtude da prudência» e a sua «responsabilidade pelas comunidades, das quais devem garantir os justos direitos e o desenvolvimento harmonioso».

Na mensagem, o Pontífice chamou a atenção para a «difundida retórica que salienta os riscos para a segurança nacional ou o preço do acolhimento dos recém-chegados». Para Francisco, «quem fomenta o medo contra os migrantes, talvez com fins políticos, em vez de construir a paz, semeia violência, discriminação racial e xenofobia, que são fonte de grande preocupação para quantos têm a peito a tutela de todos os seres humanos».

Depois, a reflexão do Papa evocou «exigência de ampliar as possibilidades de entrada legal, de não repelir refugiados e migrantes para lugares onde os aguardam perseguições e violências, e de equilibrar a preocupação pela segurança nacional com a tutela dos direitos humanos fundamentais». Além disso, recordou «dever de reconhecer e tutelar a dignidade inviolável daqueles que fogem de um perigo real em busca de asilo e segurança», evocando o «apoio ao desenvolvimento humano integral de migrantes e refugiados», aos quais há que garantir o direito de «participar plenamente na vida da sociedade que os acolhe, numa dinâmica de mútuo enriquecimento e fecunda colaboração». Trata-se de «quatro marcos miliários para a ação», que o Papa identificou com quatro verbos: «Acolher, proteger, promover e integrar».

E na conclusão, Francisco desejou que «este espírito anime o processo que, durante o ano de 2018, levará à definição e à aprovação por parte das Nações Unidas de dois pactos globais: um para migrações seguras, ordenadas e regulares, e outro relativo aos refugiados». Processo para o qual ofereceu uma contribuição o departamento de migrantes e refugiados do Dicastério para o serviço do desenvolvimento humano integral, sugerindo vinte pontos de ação «como pistas concretas para a implementação destes quatro verbos nas políticas públicas, bem como na conduta e na ação das comunidades cristãs».

Mensagem do Papa para o dia mundial da paz 

Edição em papel

 

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Praça De São Pedro

19 de Outubro de 2019

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