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Homem de Deus  que amou a Palavra e serviu a Igreja

· O Papa recorda o cardeal Martini numa mensagem lida durante o funeral celebrado na catedral de Milão ·

O cardeal Angelo Comastri, arcipreste da basílica de São Pedro e vigário-geral de Sua Santidade para a Cidade do Vaticano, participou em representação de Bento XVI no funeral do cardeal Carlo Maria Martini, arcebispo emérito de Milão, realizado na tarde de segunda-feira 3 de Setembro, na catedral  ambrosiana 8da qual publicamos integralmente o texto nesta página). A missa  foi presidida pelo cardeal arcebispo Angelo Scola, que pronunciou a homilia. No início da celebração o cardeal Comastri leu a seguinte mensagem, com a qual o Pontífice se une à oração pelo saudoso purpurado, recordando-o como  «incansável servidor do Evangelho e da Igreja» e como «homem de Deus», que estudou e amou a Escritura.


Amados irmãos e irmãs

Neste momento, desejo manifestar a minha proximidade, com a oração e o carinho, a toda a Arquidiocese de Milão, à Companhia de Jesus, aos parentes e a todos aqueles que estimaram e amaram o Cardeal Carlo Maria Martini e quiseram acompanhá-lo nesta última viagem.

«A vossa palavra é uma lâmpada que ilumina os meus passos, uma luz no meu caminho» ( Sl 118[117], 105): as palavras do  Salmista podem resumir toda a existência deste Pastor generoso e fiel da Igreja. Foi um homem de Deus, que estudou a Sagrada Escritura, a amou intensamente e fez dela a luz da sua vida, para que tudo  fosse «ad maiorem Dei gloriam», para a maior glória de Deus. E precisamente por isso, foi capaz de ensinar aos crentes e àqueles que estão em busca da verdade, que a única Palavra digna de ser ouvida, acolhida e seguida é a de Deus, porque indica a todos o caminho da verdade e do amor. Foi-o com uma grande abertura de espírito, sem jamais rejeitar o encontro e o diálogo com todos, respondendo concretamente ao convite do Apóstolo, a estar «sempre prontos a responder a quantos perguntarem a razão da vossa esperança» ( 1 Pt 3 , 13). Foi-o com um espírito de profunda caridade pastoral, segundo o seu lema episcopal, Pro veritate adversa diligere , atento a todas as situações, de modo especial às mais difíceis, amorosamente próximo de quem se sentia desorientado, estava na pobreza e no sofrimento.

Numa homilia do seu longo ministério ao serviço dessa Arquidiocese ambrosiana, rezava assim: «Pedimo-vos, Senhor, que façais de nós água nascente para os outros, pão partido para os irmãos, luz para aqueles que caminham nas trevas, vida para quantos vacilam nas sombras da morte. Senhor, sede a vida do mundo; Senhor, orientai-nos para a vossa Páscoa; juntos, caminharemos rumo a Vós, carregaremos a vossa cruz, saborearemos a comunhão com a vossa ressurreição. Juntamente convosco, caminharemos rumo à Jerusalém celeste, rumo ao Pai» ( Homilia de 29 de Março de 1980).

O Senhor, que guiou o Cardeal Carlo Maria Martini em toda a sua existência, acolha este incansável servidor do Evangelho e da Igreja na Jerusalém do Céu. A todos os presentes e àqueles que o choram a sua morte, chegue o conforto da minha Bênção.

Castel Gandolfo, 3 de Setembro de 2012.

Benedictus PP. XVI

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