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​Guerra mundial pela água

· ​Grito de alarme lançado pelo Papa ·

O mundo caminha «rumo à grande guerra mundial pela água»? Foi a preocupada questão posta pelo Papa na tarde de 24 de fevereiro durante a sessão de encerramento do seminário sobre o direito humano à água, promovido pela Pontifícia Academia das ciências, iniciado no dia anterior na Casina Pio IV no Vaticano.

Diante de estudiosos, peritos e representantes religiosos provenientes dos cinco continentes o Pontífice lançou um novo grito de alarme sobre a emergência hídrica no mundo, recordando que todos os dias mil crianças morrem «por causa de doenças ligadas à água» e milhões de pessoas «bebem água poluída»: dados «assustadores» – comentou – que «não nos podem deixar indiferentes» e que impelem a agir a fim de «impedir e inverter esta situação». Para Francisco «não é tarde, mas é urgente tomar consciência da necessidade da água e do seu valor essencial para o bem da humanidade».

O Papa reafirmou que «onde há água há vida». Mas, frisou, «nem toda a água é vida: só a água segura e de qualidade», que – disse, citando São Francisco – «serve com humildade». Disto deriva que «cada pessoa tem direito ao acesso à água potável e segura»; portanto, trata-se de «um direito humano essencial e de uma das questões cruciais no mundo atual».

Nesta perspetiva torna-se «necessário atribuir à água a centralidade que merece no âmbito das políticas públicas». Para o Pontífice «é imprescindível anunciar este direito humano essencial e defendê-lo, mas também agir de modo concreto, garantindo um compromisso político e jurídico a favor da água». Em particular, Francisco exortou cada Estado a tornar operativas as resoluções aprovadas pela assembleia geral das Nações Unidas em 2010 sobre o direito humano à água potável e à higiene. Porque «o direito à água é determinante para a sobrevivência das pessoas e decide o futuro da humanidade» repetiu com vigor, acrescentando imediatamente depois: Pergunto-me se, no meio desta “terceira guerra mundial aos pedaços” que estamos a viver, não caminhamos rumo à grande guerra mundial pela água».

Discurso do Papa

Texto da declaração final assinada pelo Papa Francisco


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12 de Novembro de 2019

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