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Femmes au désert

· O testemunho ·

Querendo conhecer melhor «a experiência de vida cristã até ao seu grau mais intenso», uma religiosa francesa foi dialogar em ponta de pés – em silêncio, poder-se-ia dizer – com cerca de cinquenta eremitas espalhadas pela Europa, América do norte e Ásia. O resultado é o livro Femmes au désert (Saint-Paul) que a irmã Marie Le Roy Ladurie publicou em 1971. Na colecção cativante e muito variada de testemunhos, as eremitas – todas quiseram permanecer escondidas até na identidade – narram os vários momentos da sua vocação: a chamada, a formação, o eremitério, o pão de cada dia, o maná escondido, a oração e o combate. Os testemunhos, de onde realça de modo evidente a matriz feminina da vocação, são associados à reacção radical à ausência de Deus num mundo submetido à eficiência e ao rendimento. A irmã Le Roy Ladurie vai à procura das causas que possam explicar o novo interesse da década de 1960 pela vida eremítica por parte das mulheres, e entre elas dá amplo realce à emancipação feminina: «Pela sua evolução social, experiência profissional e maturidade afectiva, hoje a mulher pode ter as qualidades necessárias para uma vida solitária». Uma solidão escolhida de modo livre, ou seja, completamente diversa da «solidão imposta pelas circunstâncias» que as mulheres viveram durante séculos. (@GiuliGaleotti)

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21 de Agosto de 2019

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