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Fé em Deus e limites do nosso poder

Durante a sua visita oficial à Alemanha no ano passado, o Papa Bento XVI pronunciou um discurso muito seguido no Bundestag alemão. Iniciou-o recordando aos deputados uma das narrações bíblicas mais impressionantes  sobre a relação entre poder político e fé em Deus, a oração de Salomão que pedia sabedoria. Deus, que aparece em sonhos ao jovem rei e o convida a pedir algo. Na sua resposta, Salomão não pede a Deus riqueza, poder ou vida longa, mas um coração dócil para que saiba conferir justiça ao seu povo e distinguir o bem do mal (1 Rs 3, 9).

Se também eu tivesse que responder à pergunta sobre o significado da fé cristã para a vida na sociedade actual e especialmente para a vida dos políticos, citaria em primeiro lugar a fé em Deus. De facto, é esta fé, através da qual a nossa vida faz referência a um âmbito  muito maior do que nós, a uma instância que não adaptamos a nosso bel-prazer e  diante da qual, portanto, devemos justificar todas as nossas acções. Esta é a referência que o Papa Bento XVI recordou ao falar sobre o pedido de Salomão para obter um coração dócil. Por que é tão importante?

A fé em Deus exprime de modo particularmente significativo a intuição de que existem limites. Seja qual for a importância que nos atribuamos, independentemente do nosso papel na sociedade, na economia, na ciência ou na política,  e das nossas realizações e conquistas, a fé em Deus diz-nos que existe algo e alguém que está antes e acima de nós.

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22 de Setembro de 2019

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