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Evitar uma catástrofe humanitária em Idlib

· Apelo do Papa à comunidade internacional e a todas as partes envolvidas no conflito na Síria ·

Um apelo à comunidade internacional e a todas as partes envolvidas no conflito na Síria, a fim de que se evite o risco de uma «catástrofe humanitária» em Idlib foi lançado pelo Papa Francisco no final do Angelus de domingo 2 de setembro, na praça de São Pedro.

Exprimindo a sua «dor» devido aos «ventos de guerra» que ainda sopram no país e pelas «notícias preocupantes» que chegaram nas últimas horas, o Pontífice exortou todos «a servirem-se dos instrumentos da diplomacia, do diálogo e das negociações, no respeito do Direito humanitário internacional», com o objetivo prioritário de «salvaguardar as vidas dos civis».

Precedentemente, ao comentar o trecho evangélico de Marcos (7, 1-8.14-15.21-23) que narra a disputa entre Jesus e os escribas e os fariseus a propósito da observância dos tradicionais preceitos rituais, o Pontífice tratou o tema da «autenticidade da nossa obediência à palavra de Deus, contra qualquer contaminação mundana ou formalismo legalista».

Para Francisco também hoje existe entre os crentes o risco de repetir o erro dos doutores da lei, caindo na hipocrisia que visa «desvirtuar a vontade de Deus» e «descuidando os seus mandamentos para cumprir as tradições humanas». O Senhor, disse, «convida-nos a evitar o perigo de dar mais importância à forma do que à substância. Chama-nos a reconhecer, sempre de novo, aquele que é o verdadeiro centro da experiência de fé, ou seja, o amor de Deus e o amor do próximo, purificando-a da hipocrisia do legalismo e do ritualismo».

Na sua reflexão o Papa citou também um trecho da carta de São Tiago, na qual o apóstolo afirma que a verdadeira religião é «visitar os órfãos e as viúvas nos sofrimentos e não se deixar contaminar por este mundo»: ou seja «praticar a caridade para com o próximo a partir das pessoas mais necessitadas, mais débeis, mais marginalizadas». A propósito, o Papa esclareceu que «não se deixar contaminar por este mundo» não significa «isolar-se e fechar-se à realidade». De facto, não se trata de «uma atitude exterior mas interior, de substância: significa vigiar para que o nosso modo de pensar e de agir não seja contaminado pela mentalidade mundana, isto é, a vaidade, a avareza, a soberba». Na realidade, «um homem ou uma mulher que vive na vaidade, na avareza, na soberba e ao mesmo tempo crê e se mostra como religioso e inclusive condena os outros, é um hipócrita».

A partir desta consciência, Francisco exortou os fiéis a fazer «um exame de consciência para ver como acolhemos a Palavra de Deus», que deve ser ouvida e interiorizada «com mente e coração abertos, como um terreno bom, de maneira que seja assimilada e dê fruto na vida concreta». Jesus, recordou o Pontífice, «diz que a Palavra de Deus é como o grão, é uma semente que deve crescer nas obras concretas». E assim «a própria Palavra nos purifica o coração e as ações e a nossa relação com Deus e com os demais é libertada da hipocrisia».

Angelus dominical 

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20 de Agosto de 2019

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