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Esclavas del poder

· O ensaio ·

Hoje o de seres humanos é um dos mais lucrativos do mundo. Cada ano quase um milhão e meio de pessoas, a maioria mulheres e meninas, são reduzidas a escravas sexuais. Compradas, vendidas e revendidas como uma matéria prima, restos ou troféus. O desenvolvimento da comércio sexual a nível mundial criou um mercado – documentado em mais de 175 nações – que quase supera o número de seres humanos vendidos na época da escravidão. Documentou-o, arriscando a própria vida, a jornalista mexicana Lydie Cacho no livro Esclavas del poder (2010): há um autêntico boom de redes organizadas que raptam, compram e escravizam meninas e mulheres. Tudo isto, explica Cacho, graças à difusão de uma cultura que considera normais o rapto, o desaparecimento, a compra-venda e a corrupção de meninas e adolescentes para as transformar em objectos sexuais. A denúncia do livro, no entanto, vai além dos meros dados. Milhões de pessoas consideram a prostituição um mal menor, optando por ignorar a exploração. «Quando ouço os motivos a favor da legalização, que restituiria às mulheres o controle do próprio corpo, vem-me à mente o olhar perdido das meninas que nunca tiveram o poder de decidir». ( @GiuliGaleotti )

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23 de Agosto de 2019

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