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Escândalo mundial

· O Papa Francisco denuncia o desperdício alimentar e o mau uso dos recursos da terra ·

É um «escândalo mundial» que um bilião de pessoas no planeta ainda sofra a fome enquanto os alimentos à disposição «seriam suficientes para saciar todos». Quem o denuncia é o Papa Francisco numa mensagem vídeo com a qual se une à campanha «Uma só família, alimentos para todos» lançada pela Caritas internationalis.

Convidando a apoiar a «nobre» iniciativa - à qual, garante, «tenciono dar todo o meu apoio» - o Pontífice recorda o trecho evangélico da multiplicação dos pães e dos peixes. Um episódio paradigmático, no qual Jesus, ouvindo o brado da multidão faminta, estimula os discípulos «a ir procurar alimentos»; e «com a graça de Deus», permite que eles «dêem de comer a uma grande multidão, recolhendo até as sobras e conseguindo assim evitar qualquer desperdício».

Segundo o Papa esta narração ensina a sacudir a indiferença face ao drama da fome - «não podemos voltar-nos para o outro lado e fazer de contas que isto não existe» admoesta – e sugere o caminho da partilha. «Se há vontade, o que temos não termina, aliás sobeja e não se desperdiça» afirma o bispo de Roma, exortando a respeitar e promover «este direito dado por Deus a todos de poder ter acesso a uma alimentação adequada».

Eis então o apelo a pôr em comum «o que temos na caridade cristã» e a fazer-nos «promotores de uma autêntica cooperação com os pobres, para que através dos frutos do trabalho deles e nosso possam viver uma vida digna». O Papa Francisco dirige-se às instituições internacionais, mas também à Igreja e a todos os homens. E pede que «seja dada voz a todas as pessoas que sofrem silenciosamente a fome, para que esta voz se torne um bramido que desperta o mundo».

Neste sentido a campanha da Caritas «pretende ser um convite a todos nós a tornar-nos mais conscientes das nossas escolhas alimentares, que muitas vezes incluem o desperdício de alimentos e um mau uso dos recursos à nossa disposição». Uma atitude de responsabilidade que dá origem a consequências concretas, Porque, garante o Pontífice, «as nossas acções diárias» têm «um impacto nas vidas de quem – próximo ou distante – sofre a fome na própria pele».

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23 de Agosto de 2019

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