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Em recordação de Josefina Bakhita

· O cardeal Turkson apresenta a mensagem para o dia mundial da paz ·

O tema da mensagem pontifícia para o Dia mundial da paz é um convite «a transformar a convivência social de um relacionamento de dependência-escravidão, e de negação da humanidade do outro, numa relação de fraternidade vivida entre irmãos e irmãs porque filhos do mesmo Pai», explicou o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, presidente do Pontifício Conselho justiça e paz, durante a conferência de apresentação, realizada na manhã de quarta-feira, 10 de Dezembro, na Sala de Imprensa da Santa Sé. Trata-se, frisou o purpurado, de «um caminho de conversão para os crentes», que leva a reconhecer no outro «não um inimigo a combater nem um ser inferior para explorar», mas um irmão ou irmã «para amar e, porque amado, para libertar de todas as correntes da escravidão».

A mensagem para o Dia da paz de 2015 inspirou-se na carta de são Paulo a Filemon, e noutros trechos da Bíblia. Neste texto, disse o purpurado, o Papa «demonstra que no desígnio de Deus para a humanidade não há lugar para a escravidão do próximo, porque Deus chama todos os seus filhos a renovar as suas relações interpessoais, respeitando em cada um deles a imagem e a semelhança de Deus, assim como a dignidade intangível de cada pessoa».

O cardeal indicou, portanto, que no compromisso comum contra o tráfico de pessoas e outras formas de escravidão, é possível identificar alguns pontos salientes. Em particular, a escravatura, «fruto e sinal da ruptura da fraternidade e da rejeição da comunhão», é hoje um «crime de lesa humanidade», que adquire «várias características no contexto da globalização, criando novas necessidades, novas formas de pobreza e novas escravidões». No ano dedicado à família, admoestou o purpurado, «não se pode permitir que a família, de lugar de acolhimento e de promoção da vida, se transforme num lugar em que a vida é atraiçoada, desprezada, negada, manipulada e vendida como se se pudesse dispor deste dom segundo os próprios interesses».

Também o bispo Mario Toso, secretário do dicastério, explicou que a mensagem «obriga todos, indivíduos e grupos, a considerar com um sério exame de consciência estas formas bárbaras e incivis de existência, presentes nas nossas cidades, às quais muitas vezes não se presta suficiente atenção».

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21 de Agosto de 2019

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