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Em prol de um nova fraternidade

· O Papa pede aos bispos da República do Congo para serem modelos de reconciliação ·

«Continuai a ser modelos e profetas» na missão «de reconciliar os corações, reaproximar as comunidades divididas e construir uma nova fraternidade ancorada no perdão e na solidariedade»: foi a recomendação que o Papa Francisco fez aos bispos da República do Congo, recebidos em audiência na manhã de segunda-feira, 4 de Maio, por ocasião da visita ad limina. 

Recordando «as feridas provocadas pela grave crise que atingiu» o país «no fim dos anos Noventa», deixando feridas profundas ainda não completamente cicatrizadas, o Pontífice pediu aos prelados que manifestem concretamente a comunhão eclesial. «É importante – recomendou – que possais, com uma só voz, proferir palavras fortes inspiradas no Evangelho para orientar e iluminar os vossos concidadãos sobre todos os aspectos da vida comum, nos momentos difíceis para a nação ou quando as circunstâncias o exigem». E a este propósito frisou que os esforços do episcopado «em vista de uma concertação cada vez maior devem ser prosseguidos, porque a unidade na diversidade é uma das características conhecidas e, paralelamente, uma das exigências da Igreja». Esta coesão, realçou «não só permitirá que defendais sempre o bem comum e também o bem da Igreja diante de qualquer instância, mas favorecerá inclusive os vossos esforços para enfrentar juntos os numerosos desafios pastorais», entre os quais o Papa identificou a proliferação das seitas.

Noutro trecho significativo do seu discurso, Francisco referiu-se às dificuldades de algumas dioceses congolesas, por causa da insuficiência dos recursos materiais e financeiros, e encorajou os bispos a encaminhá-las com firmeza «rumo à autonomia, à progressiva aceitação da responsabilidade e à solidariedade entre as Igrejas particulares». Ao mesmo tempo, exortou «a vigiar a fim de que as ajudas económicas concedidas às Igrejas particulares para as apoiar na sua missão específica» não limitem a liberdade dos bispos, nem obstaculizem a da Igreja, «que deveria ter carta branca para anunciar o Evangelho de forma crível».

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25 de Agosto de 2019

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