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Em Portugal para rezar pelos sacerdotes e pela paz

· Regina caeli de domingo 9 de Maio ·

No Regina caeli de domingo 9 de Maio, na praça de São Pedro, Bento XVI falou sobre a sua peregrinação a Portugal, que tinha três intenções: a Igreja, os sacerdotes e a paz.

Prezados irmãos e irmãs

Maio é um mês amado e agradável sob diversos aspectos. No nosso hemisfério, a Primavera avança com florescimentos muito coloridos; normalmente, o clima é favorável para os passeios e as excursões. Para a Liturgia, Maio pertence ao Tempo de Páscoa, o tempo do «aleluia», da revelação do mistério de Cristo à luz da Ressurreição e da fé pascal; e é o tempo da expectativa do Espírito Santo, que desceu com força sobre a Igreja nascente no Pentecostes. Com ambos estes contextos, o «natural» e o litúrgico, combina bem a tradição da Igreja de dedicar o mês de Maio à Virgem Maria. Com efeito, Ela é a flor mais bonita que desabrochou na criação, a «rosa» que apareceu na plenitude dos tempos quando Deus, enviando o seu Filho, conferiu ao mundo uma nova Primavera. E é ao mesmo tempo protagonista, humilde e discreta, dos primeiros passos da Comunidade cristã: Maria é o seu coração espiritual, porque a sua própria presença no meio dos discípulos constitui a memória viva do Senhor Jesus e o penhor do dom do seu Espírito.

O Evangelho deste domingo, tirado do capítulo 14 de São João, oferece-nos um retrato espiritual implícito da Virgem Maria, onde Jesus diz: «Se alguém me ama, guarda a minha Palavra; meu Pai amá-lo-á, viremos a ele e nele faremos morada» ( Jo 14, 23). Estas expressões são dirigidas aos discípulos, mas podem ser aplicadas ao máximo grau precisamente Àquela que é a primeira e perfeita discípula de Jesus. Efectivamente, Maria foi a primeira que observou de maneira plena a palavra do seu Filho, demonstrando deste modo que O ama não apenas como Mãe, mas ainda antes como serva humilde e obediente; por isso, Deus Pai amou-a e nela a Santíssima Trindade fez a sua morada. Além disso, quando Jesus promete aos seus amigos que o Espírito Santo os assistirá, ajudando-os a recordar cada uma das suas palavras e a compreendê-las profundamente (cf. Jo 14, 26), como não pensar em Maria, que no seu coração, templo do Espírito, meditava e interpretava fielmente tudo aquilo que o seu Filho dizia e fazia? Deste modo, já antes e sobretudo depois da Páscoa, a Mãe de Jesus tornou-se também a Mãe e o modelo da Igreja.

Estimados amigos, no cerne deste mês mariano terei a alegria de ir nos próximos dias a Portugal. Visitarei a capital Lisboa e o Porto, segunda cidade do país. A meta principal da minha viagem será Fátima, por ocasião do décimo aniversário da beatificação dos dois pastorinhos, Jacinta e Francisco. Pela primeira vez como Sucessor de Pedro irei àquele Santuário mariano, tão querido ao Venerável e amado João Paulo II. Convido todos a acompanhar-me nesta peregrinação, participando activamente com a oração: com um só coração e uma só alma, invoquemos a intercessão da Virgem Maria pela Igreja, de forma particular pelos sacerdotes e pela paz no mundo.

Os sacerdotes são chamados a «cultivar uma espiritualidade profundamente eucarística», afirmou o Sumo Pontífice no final da prece mariana do Regina caeli de domingo 9 de Maio, na praça de São Pedro, saudando de modo particular os participantes no XVI Congresso Eucarístico Nacional no Brasil, a realizar-se nos dias 13-16 de Maio em Brasília.

Dirijo uma saudação especial ao povo brasileiro que vai se reunir na sua capital, Brasília, para celebrar o XVI Congresso Eucarístico Nacional, de quinta-feira a domingo próximos, com a presença do meu Enviado especial, Cardeal D. Cláudio Hummes. No lema do Congresso aparecem as palavras dos discípulos de Emaús: «Fica conosco, Senhor!», expressão do desejo que palpita no coração de todo ser humano. Possais todos vós, pastores e povo fiel, redescobrir que o coração do Brasil é a Eucaristia. É justamente no Santíssimo Sacramento do Altar que Jesus mostra a sua vontade de estar conosco, de viver em nós, de doar-se a nós. A sua adoração leva-nos a reconhecer o primado de Deus, pois só Ele pode transformar o coração dos homens, levando-os à união com Cristo num só Corpo. De fato, ao receber o Corpo do Senhor ressuscitado, experimentamos a comunhão com um Amor que não podemos guardar para nós mesmos: este exige ser comunicado aos demais, para assim poder construir uma sociedade mais justa. Por fim, estando próximo o encerramento do Ano sacerdotal, convido todos os sacerdotes a cultivarem uma espiritualidade profundamente eucarística, a exemplo do Santo Cura d'Ars que, buscando unir o seu sacrifício pessoal àquele de Cristo atualizado no Altar, exclamava: «Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!». E enquanto invoco, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, as maiores graças do Céu para que, alimentados pela Eucaristia, pão da Unidade, se tornem verdadeiros Discípulos Missionários, a todos concedo benevolente a Bênção Apostólica.

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16 de Setembro de 2019

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